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Presa mais velha do país começa hoje a ser julgada

Rosa, 90 anos, é acusada de ter vendido prédio de imobiliária por 300 mil euros

Rosa Vegele, brasileira, 90 anos, a presa preventiva mais velha do país, começa hoje a ser julgada, em Lisboa, num processos por crimes de burla qualificada e falsificação ou contrafação de documento.

Em prisão preventiva na cadeia feminina de Tires (Cascais) Rosa foi detida pela Divisão de Investigação Criminal da PSP em novembro passado, depois de, alegadamente, ter vendido um prédio, que não era seu, por 300 mil euros no centro de Lisboa, com recurso a documentos falsos e à ajuda de seis cúmplices.

Longe da fragilidade que se atribui normalmente a uma senhora de idade respeitável, Rosa fazia uma vida de luxo: vivia num hotel em Cascais e tinha motorista.

Segundo a acusação, divulgada pela Lusa, a idosa é a única que ficou presa entre os sete arguidos que compõem a rede e que se fizeram passar por gerentes de uma empresa imobiliária dona de uma casa no centro de Lisboa avaliada em meio milhão de euros. Terão formado uma organização, com tarefas distribuídas para cada um. Venderam o imóvel por 300 mil e dividiram o lucro, lesando a imobiliária, refere a acusação.

Com o dinheiro obtido, começaram a fazer levantamentos e a efetuar pagamentos por cartão de débito, entre eles a compra de joias no valor de 5000 euros.

São suspeitos de ter enganado advogados, notários e funcionários de conservatórias. Estão todos acusados dos crimes de burla qualificada, tentativa de burla, falsificação de documentos, associação criminosa, branqueamento de capitais. Dois deles foram igualmente acusados pelo crime de auxílio material.

Quatro dos seis alegados cúmplices de Rosa ficaram sujeitos a termo de identidade e residência (medida que é automática à constituição de arguido) e apresentações periódicas às autoridades. Mas há outros dois que cumprem pena de prisão à ordem de outros processos de burla, falsificação, contrafação de documentos e recetação, crimes perpetrados em diversos pontos do país, depois de terem fugido da prisão durante o período em que integraram a organização criminosa.

A idosa ficou em prisão preventiva por haver perigo de fuga, uma vez que é brasileira e se fugisse para o seu país não seria extraditada para Portugal. Recorde-se que o Brasil não tem acordo de extradição com o nosso país.

Rosa Vegele faz parte do universo de 381 reclusos com mais de 65 anos espalhados pelos 49 estabelecimentos prisionais do país. Não há acomodações próprias para os reclusos mais velhos e algumas cadeias nem enfermarias têm para os cuidados específicos, como já referiram ao DN fontes prisionais. (Diário de Notícias)

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