População de Menongue com problema grave de falta de recolha do lixo nos bairros periféricos

Lixo faz dos contentores a sua eterna residência nos bairro periféricos da cidade de Menongue. Os bairros que permanecem com contentores cheios de lixo e por muito tempo e sem ser recolhido são: o bairro Tomás, concretamente no desvio entre a estrada nacional nº 140 e a rua 1º de Maio, próximo do estádio municipal de Menongue, 4 de Abril com maior incidência os 2 contentores que se encontram a escassos metros da estrada acima referenciado e junto a Direcção Provincial da Educação do Cuando Cubango por detrás.

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A mesma situação é vivida na zona das 45 casas, próximo do Palácio da Justiça, a tempo, um cão foi atropelado e ficou ali por muito tempo, deitando mau cheiro que abafava os transeuntes que pervagam aquela área. Nesta zona, considera-se área vip ou seja, os munícipes chamam-no como zona académica por se encontrar ali a Universidade Cuíto – Cuanavale e outras Instituições de Ensino Médio. Para o espanto dos munícipes, os altos dirigentes circulam nessas áreas e ninguém faz nada para se travar este acentuado crescimento de lixo.

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Já os bairros Popular, Castilho, Victoria, Cavaco, Futungo, Aerovia e Terra Nova, também sentem os efeito da ineficiência do trabalho das empresas de saneamento básico que só se circunscrevem ao redor da cidade, deixando os bairros a sua sorte. Não obstante, uma vez a outra, as empresas que fazem limpeza e recolha do lixo, empenham-se mais quando se avizinha uma data festiva ou na véspera de visita de uma entidade superior a província. No Tchivonde, Mbembwa, Tchipeio e 1º de Maio, a par dos bairros Pandera, Saúde, Hoji – Ya – Henda, Tomás e Saprinho a situação é a mesma.

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A recolha de lixo, as zonas mais privilegiadas, praticamente, é a zona urbana iniciando no contentor que esta junto do PT da ENDE ao lado do SIC provincial na famosa rua da Rádio, o contentor de lixo que se encontra ao lado do Balcão Único de Empreendedor, o da Feira junto da loja de Angola Telecom na rua Marginal, do Bairro Caimaneiros, Tunga, do Bom Dia junto á Escola do Iº e IIº Ciclos, o contentor que se encontra no terreno no INAMET, do Cá Bom Dia ao lado do Pavilhão Gimno Desportivo de Menongue, o Contentor que está junto a Direcção Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e outros que não mencionei, mas estão na zona urbana.

Os munícipes, clamam por quem tem a missão de velar sobre este mal que está a se enraizar, a solução do problema de amontoados de lixo nos contentores e no chão, para que se evite uma epidemia de cólera ou de malária a exemplo do que se passa em outras províncias.

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Quanto a fumigação, esta só se faz dentro da cidade, os bairros periféricos ainda não beneficiam desta acção, o que leva a população a questionar se só merecerem a protecção aqueles que vivem no centro urbano e os das zonas suburbanas não? E a mesma, não evita a cólera ou outro tipo de doença provocada pelo lixo.

Vale prevenir do que remediar, os nossos dirigentes estão acostumados a elaborarem as estatísticas de elevado índice de mortalidade porque talvez seja do seu agrado. Se não fosse, fariam de tudo para evitar esse problema de lixo e o combate contra o mosquito que transmite a malária, seria extensivo a todos os bairros de formas a minimizar a situação conforme esta a ser feito em outros pontos do País.

Com as chuvas que se abatem nos últimos dias aqui na cidade de Menongue, dentro de dias se não se tomar medidas tendentes a mitigar esta situação, a coisa hã de piorar e os gritos junto o gasto de milhões está a espreita.

O que faz a Brigada Municipal de Obras e Serviços Comunitários?

A Brigada tem sensivelmente 45 videiros o que ajudaria a proceder a remoção de lixo na periferia, para não esperar pelo trabalho das empresas privadas que se queixam de falta de pagamento dos serviços prestados. Estes funcionários nos primórdios, faziam o trabalho de recolha de lixo antes de existir as empresas de saneamento básico, porque tem salários pagos pelas Administrações Municipais. É do conhecimento de todos que estamos em crise provocado por nós mesmos, mas nos colocar em condições desumana não é admissível. Se fazem a poda das árvores, porque não recolher o lixo?

Excelências, precisamos ter uma bagatela de pejo na figura perante os cenários possíveis de se evitar.

Menongue esta crescer, e de forma assustador, e para tal, precisa de maior atenção na questão de saneamento básico. A época em que estamos, não é de brincar com o lixo, como fazem do lixo um cartaz de visita de Menongue.

Outros factores que ameaçam a Saúde dos munícipes é o tratamento dado ao lixo biomédico (hospitalar), o lixo produzido pelos Hospitais de Menongue, é tratado como se fosse lixo doméstico. As parturientes são obrigadas a levarem as placentas para casa afim de serem enterradas, na maior das vezes, os cães desenterram e as comem, e para os menos lúcidos, estes deitam-nas no rio, perigando assim a vida de quem faz o uso da água dos rios Cuebe e Lwahuca. Os munícipes tem o abito de tomarem banho nos rios, eis o motivo de muitas crianças pegarem sarna.

Se o lugar do lixo é no aterro sanitário, então que nos retirem este fardo que aos poucos nos esta pesar.

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(Nota enviada a nossa redacção com pedido de publicação)

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