ONU proíbe acesso de quatro navios norte-coreanos a portos do mundo

O Conselho de Segurança da ONU proibiu nesta quinta-feira o acesso a portos do mundo de quatro navios norte-coreanos suspeitos de transportar ou ter transportado mercadorias vetadas por leis internacionais contra Pyongyang, informaram fontes diplomáticas à AFP.

Tratam-se dos cargueiros Ul Ji Bong 6, Rung Ra 2, Sam Jong 2 e Rye Song Gang 1, segundo estas fontes. A proibição tinha sido solicitada pelos Estados Unidos e compreendia dez barcos de diferentes origens, mas a China aceitou sancionar apenas os norte-coreanos, disseram estes diplomatas sob condição de ter sua identidade preservada.

“Apenas quatro navios foram designados” para a proibição, “mas o procedimento permanece aberto” para os outros seis, disse um dos diplomatas.

Além dos barcos norte-coreanos, a lista apresentada por Washington incluía os petroleiros Lighthouse Winmore, com bandeira de Hong Kong, Billions No. 18 (Palau), os cargueiros Xin Sheng Hai (Belize) e Kai Xiang (Hong Kong), e os navios Yu Yuan (China) e Glory Hope 1 (também identificado como Orient Shenyu, Panamá).

Nos dias 5 de agosto e 11 de setembro, o Conselho de Segurança decidiu, a pedido dos Estados Unidos, uma sétima e uma oitava bateria de severas sanções econômicas contra a Coreia do Norte, depois que Pyongyang realizou testes balístico e nuclear.

Em 5 de agosto, a ONU proibiu as exportações norte-coreanas de carvão, ferro e pesca.

Em sua resolução, previa também a proibição da entrada no porto de navios com mercadorias proibidas, com exceção de ajuda humanitária decidida com antecedência pelo Comitê de Sanções.

A resolução de 11 de setembro proibiu os países membros de importar têxteis norte-coreanos, de participarem em empresas mistas com Pyongyang e impôs limites às entregas de petróleo à nação governada por Kim Jong-Un.

No começo de outubro, este comité havia identificado quatro navios que transportavam mercadorias proibidas. Essas embarcações foram sancionadas com uma medida de interdição de portos. (AFP)

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