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Novo presidente do ANC conhecido hoje

É CONHECIDO hoje o novo líder do Congresso Nacional Africano (ANC) e, provavelmente, o próximo Presidente da África do Sul, em substituição de Jacob Zuma, no terceiro dia da 54.ª Conferência Electiva do Congresso Nacional Africano (ANC) que teve início no sábado.

O anúncio do próximo líder do ANC deverá ter lugar esta manhã depois de um começo atribulado da conferência.

Concorrem para o posto sete candidatos. Os principais são Nkosazana Dlamini-Zuma e Cyril Ramaphosa. Um destes dois poderá ser anunciando como o líder do ANC e candidato a Presidente sul-africano.

O novo timoneiro do partido, segundo o programa inicial, deveria ter sido conhecido ontem, mas tal não foi possível por causa do atraso verificado no sábado no processo de acreditação dos delegados.

O atraso aconteceu devido aos resultados dos processos judiciais nas províncias do North West, Free State e KwaZulu-Natal, que impediram alguns delegados desses locais de votar na conferência, disse ontem a secretária-geral-adjunta do partido, Jessie Duarte, num briefing à imprensa após a adopção das acreditações dos delegados.

Cerca de 400 delegados foram impedidos de eleger o novo líder depois que o ANC analisou e finalizou a lista de delegados eleitorais elegíveis. O número de eleitores caiu de 5186 para 4776.

Foi “preciso muito trabalho porque também se devia explicar aos delegados porque foram desqualificados. Nós fizemos isso pela credibilidade”, disse Duarte, tendo acrescentado que a situação com as acreditações criou dificuldades, “no entanto, nós conseguimos”.

Depois de ultrapassado este problema, seguiu-se a discussão sobre propostas de alteração dos estatutos do ANC numa sessão à porta fechada. Depois as nomeações para as principais posições, nomeadamente presidente do partido e outros cargos, isto já numa sessão aberta.

A votação teve lugar ontem, disse Jessie Duarte, tendo acrescentado que “esperamos ter esses resultados possivelmente amanhã [hoje] de manhã”.

Esta manhã está prevista a apresentação do relatório organizacional pelo secretário-geral Gwede Mantashe.

ANC AINDA REPRESENTA ESPERANÇA

No seu último discurso na abertura da conferência, o presidente cessante do ANC, Jacob Zuma, reafirmou que o ANC ainda representa as esperanças, sonhos e aspirações de milhões de pessoas marginalizadas e concentradas na periferia da nossa economia dominante.

“Uma grande responsabilidade reside nos ombros dos delegados aqui e na sociedade como um todo, para renovar o nosso movimento e restaurar seus valores intemporais: unidade, altruísmo, sacrifício, liderança colectiva, humildade, honestidade, disciplina, trabalho árduo, debates internos e mútuos respeito”, afirmou.

Jacob Zuma sublinhou que “o ANC que construímos deve projectar a imagem de um país coeso e de um partido no poder que sabe onde está indo. Isso significa que as pequenas querelas que levam o movimento a lugar algum devem ser deixadas para trás. Nosso povo fica frustrado quando passamos mais tempo nos guerreando do que a nos concentrarmos em resolver os desafios que ele vive no dia-a-dia”.

CANDIDATOS COM TALENTO

Falando no seu último jantar de gala como líder do partido no centro de convenções de Nasrec, em Joanesburgo, na noite de sexta-feira, Zuma manifestou confiança nos sete candidatos. Afirmou que a lista anormalmente longa de candidatos para o cargo demonstrou que o ANC era democrático.

“Já tiveram uma organização aberta e amadurecida? Nunca. Sete candidatos para presidente. Isso demonstra que temos talento suficiente. Qualquer um deles pode ser levado e colocado [na presidência]”, disse.

“Tenho certeza de que não nos vão decepcionar. Eles conhecem os princípios do Congresso Nacional Africano (ANC). Uma vez um deles eleito, todos estarão por trás dessa pessoa. É isso que se espera dos membros do ANC”, disse ele.

Concorrem ainda para o cargo Zweli Mkhize, tesoureiro do ANC; Lindiwe Sisulu, ministra dos Assentamentos Humanos; Jeff Radebe, ministro da Presidência; Mathews Phosa; “ex-premier” (governador) da província de Mpumalanga; e Baleka Mbete, a presidente do Parlamento.

Espera-se que a conferência termine na noite de quarta-feira, 20 de Dezembro. (Jornal de Notícias MZ)

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