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Novo líder do partido no poder na África do Sul quer erradicar corrupção

O novo presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa, concluiu hoje o congresso do partido no poder na África do Sul com a promessa de erradicar a corrupção e acelerar a “transformação radical” da economia.

“Devemos acabar com a corrupção e devemos fazê-lo imediatamente”, declarou Cyril Ramaphosa durante o discurso que proferiu durante a madrugada diante de cerca de 5.000 delegados do ANC reunidos em Joanesburgo.

“Devemos também agir com coragem contra as acusações de corrupção e de abuso de poder nas nossas próprias fileiras”, afirmou o atual vice-presidente sul-africano.

Cyril Ramaphosa, de 65 anos, foi eleito na segunda-feira para a liderança do ANC, no poder desde 1994, sucedendo ao muito contestado Presidente Jacob Zuma, a dois anos de eleições decisivas na África do Sul.

Vencedor de uma eleição em que superou a sua única rival, Nkosazana Dlamin Zuma, antiga líder da União Africana (UA) e ex-mulher de Zuma, por apenas 179 votos — num universo de 4.708 delegados votantes -, Ramaphosa vai liderar um Congresso Nacional Africano dividido, pelo que tem pela frente a difícil tarefa de unir o partido histórico até às presidenciais previstas para 2019.

Durante o discurso, congratulou-se Cyril Ramaphosa que o partido do ícone Nelson Mandela tenha mantido a sua unidade apesar das suas fraturas: “Ainda estamos aqui 106 anos depois [da criação do ANC], estamos vivos, dirigimos [o país] e temos a intenção de [assim] permanecer”.

Ramaphosa prometeu, igualmente, acelerar a “transformação radical” da economia em benefício da maioria negra do país, cuja grande parte ainda vive na pobreza um quarto de século depois da queda do ‘apartheid’.

Conforme as resoluções adotadas durante o congresso, Ramaphosa confirmou que o partido deseja alterar a Constituição para autorizar, sem condições, a expropriação de terras sem indemnizações, um assunto muito sensível na África do Sul.

“A expropriação sem compensação deve fazer parte dos mecanismos à disposição do Governo […], mas sem desestabilizar a produção agrícola ou a economia”, afirmou.

A maioria das terras do país pertence à minoria branca.

O ANC dirige a África do Sul desde a sua vitória nas primeiras eleições livres da história do país, em 1994. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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