Mundial de futebol é sorteado esta tarde

Hoje, a partir das 16h00, os holofotes vão estar voltados para o Palácio do Kremlin, na cidade de Moscovo, Rússia, no sorteio da 21.ª edição da fase final do Campeonato do Mundo de futebol, a decorrer de 14 de Junho a 15 de Julho do próximo ano.

Oriundas de cinco continentes, África (5), Europa (14), América (8), Ásia (4) e Oceânia (1), as 32 selecções conhecem esta tarde a composição dos respectivos grupos, de A a H, constituídos por quatro equipas cada um, para o evento disputado sob a égide da Federação Internacional de Futebol Associado, FIFA.

É ponto assente que as selecções do Pote 1, designadamente Rússia (anfitriã), Alemanha (detentora do título), Portugal (campeão europeu), Brasil, Argentina, Bélgica, Polónia e França, na condição de cabeças-de-série, não se defrontam na primeira etapa da prova.

Como adversários, os países melhores classificados no ranking defrontam os dos potes 2, 3 e 4. O critério utilizado para agrupar as selecções foi o da ordem decrescente na classificação mundial, sendo que os russos tiveram tratamento diferenciado por serem os organizadores.

No Pote 2 estão Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia. O 3 é composto pela Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egipto, Senegal e Irão, quando no 4 foram escalonados a Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coreia do Sul e Arábia Saudita.

Como é costume em sorteios, uma bola é tirada inicialmente do primeiro pote, contendo o nome da equipa, e a seguir outra, com a indicação do grupo, de modo a determinar a série em que cada país vai disputar a primeira fase. Exceptuando as selecções europeias, nenhuma selecção da mesma confederação pode ser emparceirada no mesmo grupo.

Gala de estrelas
A cerimónia, marcada para uma sala de concertos com capacidade para seis mil pessoas, é apresentada pelo antigo avançado inglês Gary Lineker, auxiliado pela jornalista desportiva russa Maria Komandnaya. O francês Laurent Blanc, o brasileiro Cafú, o italiano Fábio Cannavaro, o uruguaio Diego Forlan, o argentino Diego Maradona, o espanhol Carles Puyol e a russa Nikita
Simonyan são alguns dos ex-jogadores convidados para abrilhantar o espectáculo.

Em 87 anos de história, o Campeonato do Mundo regista oito campeões. Brasil é o país mais titulado (1958, 62, 70, 94 e 2002), a Itália tem quatro (1934, 38, 82 e 2006), à semelhança da Alemanha (1954, 74, 90 e 2014).

Com dois troféus conquistados, o palmarés acomoda Uruguai, primeiro vencedor da competição (1930 e 50) e Argentina (1978 e 90). A Inglaterra ganhou em (1966), a França em 1998, e a Espanha em 2010, o ano do Mundial Africano, da Jabulani e da Vuvuzela.

Angola foi, em 2006, na Alemanha, depois do Brasil e Portugal, o terceiro país a disputar um Mundial. Na sua presença inédita, os Palancas Negras, num universo de 32 equipas, ocuparam a 23.ª posição.
Inseridos no Grupo D da fase preliminar, a Selecção Nacional conquistou dois pontos, resultantes de dois empates frente ao México, sem golos, e 1-1, na despedida diante do Irão. Na estreia, o conjunto orientado pelo angolano Oliveira Gonçalves perdeu por 1-0, com Portugal.

Por sua vez, Marrocos foi em 1970 o primeiro representante africano na festa do desporto rei, quando na altura o evento era jogado por 16 equipas. Camarões, em 1990, Senegal, em 2002, e Ghana, em 2010, são os países africanos com melhor resultado, a sétima posição. Todos chegaram até aos quartos-de-final.

África já marcou presença com Angola, África do Sul, Zaire (actual Congo Democrático), Tunísia, Marrocos, Argélia, Camarões, Togo, Costa do Marfim, Ghana, Nigéria e Egipto. Os sul-africanos acolheram a primeira e única edição no continente, o quarto com 32 equipas, depois de estreia em 1998, na consagração caseira da França de Zinedine Zidane.
*Com FIFA

Itália desfalca lista das selecções campeãs
Tetra campeã, a Itália está de fora da competição, 60 anos depois, constituindo deste modo a maior surpresa do Mundial.
A ausência dos italianos, capitaneados pelo imponente Gianluigi Buffon, eleito este ano na Gala da FIFA melhor guarda-redes do mundo, é a nota negativa. Holanda, Chile e Estados Unidos são outras das nações que falham o campeonato.

Quanto aos recintos, o Estádio Luzhniki, em Moscovo, vai albergar o jogo de abertura, incluindo quatro partidas da fase de grupos, um encontro dos oitavos-de-final, uma meia-final e a final.

O Estádio do Spartak, na mesma cidade, recebe quatro jogos da fase de grupos e um dos oitavos-de-final. A cidade de Ecaterimburgo recepciona quatro jogos da fase de grupos. Kaliningrado, quatro partidas da etapa preliminar, a região de Kazan idem, mais um desafio dos quartos e outro dos oitavos-de-final.

Níjni Novgorod acolhe quatro jogos da fase de grupos, um encontro dos quartos e outro dos oitavos-de-final. Em Rostov-on-Don estão previstos quatro jogos da fase de grupos e um dos oitavos-de-final. Em São Petersburgo, quatro, para além de uma partida dos oitavos-de-final, meias-finais e a atribuição do terceiro lugar. Samara, quatro jogos, sendo um encontro referente aos quartos e um dos oitavos-de-final.

Saransk vai ser palco de quatro partidas da fase de grupos. Sóchi, quatro da fase de grupos, um dos quartos e dos oitavos-de-final. Em Volgogrado quatro jogos da fase de grupos. (Jornal de Angola)

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