Lei obriga alguns alimentos a serem fortificados em Moçambique, mas estudo revela falhas

A maioria dos produtos alimentares à venda em Moçambique que por lei deviam ser fortificados, ou não o são ou carecem de identificação, revela um estudo do Observatório do Mercado.

Para combater a desnutrição e outros problemas, o Estado moçambicano decidiu que a fortificação de alimentos deve ser obrigatória nas farinhas de trigo e de milho, sal, óleo e açúcar.

No entanto, em 760 estabelecimentos comerciais visitados, só 39,4% dos produtos têm rotulagem que indica serem fortificados, enquanto 41% indica não o ser e 19% são produtos avulso, sem informações.

O açúcar e a farinha de trigo são os produtos comercializados com baixos índices de fortificação em quase todos os mercados abrangidos pela pesquisa, refere-se no documento.

O estudo do Observatório do Mercado é uma iniciativa da ProConsumers – Associação para o Estudo e Defesa do Consumidor, com o apoio da Global Alliance for Improved Nutrition (GAIN) com apoio financeiro da USAID – Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e a Fundação Bill e Melinda Gates.

Em Maputo, há mais de 50% de produtos fortificados no Mercado Central, no Mercado de Matendene e no Mercado do Povo, mas os produtos não fortificados são os mais comuns à medida que os estabelecimentos estão mais longe da cidade.

De uma forma geral, a disponibilidade de produtos fortificados na província de Maputo está abaixo de 50%. (Diário de Notícias)

por Lusa

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