Kizenga prevê colher 5 mil toneladas de milho em 2018

Cinco mil toneladas de milho poderão ser colhidas na fazenda Kizenga, município de Cacuso, na segunda época agrícola 2017/2018 (Janeiro a Março ) numa área de mil hectares, para abastecer o mercado nacional.

Para concretizar este objectivo, neste momento decorrem trabalhos de preparação da terra para que a partir de Janeiro seja lançada a semente.

Parte do milho a ser colhida deverá ser transformada em fuba e ração animal, enquanto o excedente será comercializado a granel aos criadores de gado e aves.

Em entrevista à Angop, o director da fazenda, Eliseu Sambongo, informou que a mesma pretende produzir a titulo experimental a partir da campanha agrícola 2018/2019, feijão e soja, e, para atingir este objectivo, foram feitos alguns testes no solo que apontam para a fertilidade da terra.

Enquanto isso, a fazenda Cristalina, também localizada no município de Cacuso, prevê colher, em Março de 2018, numa área de 700 hectares, oito toneladas de milho.

Esta fazenda prevê plantar, a título experimental, numa área de 12 hectares, batata-doce, batata -rena e hortícolas, enquanto numa outra de 60 hectares dos 70 que se prevê atingir até ao final do ano já foram plantadas sementes de mandioca.

A fazenda perspectiva nos próximos tempos a criação de gado bovino (400 cabeças) e caprino, para a produção de carne para o mercado.

Já na fazenda Sorriso Alegre, também em Cacuso, o proprietário Noé Gomes afirmou que estão a ser colhidas neste momento numa área de 14 hectares quantidades de batata-doce e mandioca plantadas este ano, e que se prevê em Janeiro e Março de 2018 semear numa área de 25 hectares os mesmos produtos.

Informou que neste momento estão a ser colhidas numa área de 7 hectares quantidades não específicadas de cana-de-açúcar, numa altura em que a fazenda está também a cultivar o tomate numa área de 4 hectares, para começar a ser colhida no primeiro trimestre de 2018.

Esta fazenda enfrenta problemas ligados ao escoamento dos produtos para os diferentes pontos de Malanje e da província de Luanda, que são os principais destinos, devido ao estado actual de degradação da estrada nacional 230.

Por outro lado, a dificuldade de obtenção de crédito bancário, a falta de divisas para a importação de determinadas matérias-primas, de energia da rede pública e o mau estado de conservação das estradas, foram apontadas por todos estes fazendeiros como os principais constrangimentos.

O município de Cacuso é potencialmente agrícola e detém várias fazendas privadas e públicas com destaque para a Biocom, Pedras Negras, Pungo- Andongo, Kizenga entre outras tuteladas pelo Ministério da Agricultura e o Fundo Soberano de Angola, no âmbito da GESTERRA (Gestão de Terras Aráveis). (Angop)

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