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Jerusalém: Quarto dia de confrontos na Palestina

Os confrontos entre palestinianos e forças da ordem israelitas prosseguiram pelo quarto dia consecutivo, nos territórios palestinianos. Segundo fontes médicas, desde quinta-feira já morreram quatro pessoas e cerca de 1000 ficaram feridas.

Os protestos nos territórios palestinianos repetiram-se pelo quarto dia consecutivo, assim como os confrontos entre palestinianos e forças de segurança israelitas.

De Gaza a Ramallah, passando por Belém ou Hebron, os palestinianos mostram a cólera suscitada pelo anúncio do presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Segundo fontes médicas, pelo menos quatro palestinianos já perderam a vida cerca de um milhar terão ficado feridos. Os manifestantes, na maioria jovens, atiram pedras ou objetos em chamas contra os soldados israelitas, que ripostam com gás lacrimogéneo, balas de borracha e balas reais.

Mas não são só os palestinianos que protestam. As manifestações ocorrem por todo o mundo árabe. Este domingo, milhares de pessoas desfilaram nas ruas de cidades como o Cairo, no Egito; Istambul e Ancara, na Turquia; Beirute, no Líbano; Rabat, em Marrocos ou Jalalabad, no Afeganistão.

O Papa Francisco apela à prudência.

Desde quinta-feira, foram retomados os tiros de roquetes a partir da Faixa de Gaza contra o território israelita e os raides israelitas sobre o território palestiniano.

Yoav Mordechai, um alto responsável militar israelita avisou que os roquetes palestinianos provocarão uma resposta dolorosa de Israel.

Rejeitando as críticas internacionais, a embaixadora americana junto das Nações Unidas, Nikki Haley, afirma que a decisão do presidente Trump vai ajudar o processo de paz no Médio Oriente.

Diversos líderes, entre os quais o presidente da Autoridade Palestiniana recusaram-se já a encontrarem o vice-presidente norte-americano durante a visita prevista nos próximos dias à Cisjordânia, Israel e Egito.

Mahmoud Abbas vai esta segunda-feira ao Cairo para conversar com o presidente Abdel Fattah al-Sissi sobre a decisão de Donald Trump sobre a cidade de Jerusalém.

Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, a comunidade internacional considera que o estatuto de Jerusalém deve ser negociado entre israelitas e palestinianos. Após a anexação do Leste de Jerusalém – a parte palestiniana da cidade – Israel proclamou toda a cidade como capital “eterna e indivisível”. A ONU nunca reconheceu esta anexação. Os palestinianos aspiram a ter a parte oriental da cidade como capital do futuro estado palestiniano. (Euronews)

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