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Homem apanhado a tentar passar fronteira com menor escondido no painel do carro

Suspeito de 65 anos detido pela Guardia Civil espanhola durante operação de fiscalização entre a cidade autónoma de Melilla e Marrocos

A Guarda Civil de Melilla prendeu um cidadão marroquino que transportava um menor escondido no painel de controlo do carro. Uma operação de rotina, na fronteira principal que separa a cidade autónoma espanhola de Marrocos, resultou na detenção do homem de 65 anos.

O porta-voz do Comando de Melilla, citado pelo jornal El Mundo, explica que a detenção ocorreu durante procedimentos e inspeções habituais feitos aos veículos que entram na cidade, através da fronteira com a cidade de Beni Enzar, em Marrocos. O veículo em causa, um BMW X5 com matrícula marroquina, foi mandado parar pela Guarda Civil, que obrigou o condutor a entregar a documentação pessoal e a abrir o porta-bagagens. Depois de realizados os procedimentos normais, não foram encontradas quaisquer anomalias.

O mesmo porta-voz da polícia acrescenta que, embora tudo parecesse estar dentro da normalidade numa primeira inspeção ao veículo, alguns sons irregulares, que causaram suspeita, levaram as autoridades a utilizar um detetor de batimentos cardíacos. Um dos polícias colocou a mão dentro do painel de controlo do automóvel, com um fundo falso, e acabou por tocar numa pessoa, que foi rapidamente retirada de dentro do equipamento.

Tratava-se de um rapaz de 12 anos, de origem subsariana, proveniente da Guiné-Conacri. A criança estava transpirada e apresentava sinais de respiração agitada, dormência e desorientação. Foi feita a reanimação ainda no local, sem ter sido necessária assistência médica.

A Guarda Civil apreendeu o veículo e deteve o condutor, acusado de crimes contra os direitos dos cidadãos estrangeiros. Por sua vez, o menino foi transferido para o centro juvenil da cidade autónoma de Melilla.

O porta-voz do Comando da Guardia Civil afirmou ainda que a situação ilustra o flagelo do tráfico de seres humanos.

“As máfias não descansam enquanto não encontram novas formas de atuar, com o objetivo de tráfico de seres humanos em troca de lucro económico, utilizando, neste caso, veículos topo de gama para não levantar suspeitas e deste modo enganar os guardias civs de serviço”, rematou. (TVI 24)

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