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Guiné-Bissau: expectativa depois da cimeira da CEDEAO

Permanece a expectativa depois da 52ª cimeira da CEDEAO no passado fim-de-semana em que os líderes da África do oeste deram um prazo de 30 dias para os actores políticos guineenses se entenderem e porem fim à crise vigente há mais de dois anos no país, sob pena de serem aplicadas sanções a quem dificultar o diálogo.

No Domingo, o Presidente José Mário Vaz referiu ter apresentado um roteiro para a saída da crise, documento que garante ter sido aceite pelos seus homólogos da CEDEAO. Neste roteiro, o chefe de Estado guineense preconiza a reintegração plena do “grupo dos 15” deputados expulsos do PAIGC nos seus cargos e o desbloqueamento da plenária do parlamento, como condição para a formação de um governo de consenso cuja missão consistiria nomeadamente em criar as condições para a realização de eleições gerais, presidenciais e legislativas, em 2019. De acordo com a agenda inicial, as eleições legislativas estavam previstas para 2018 e as presidenciais no ano seguinte.

Ontem, o Primeiro-Ministro Umaro Cissoko, por sua vez, indicou que uma das pistas poderia ser a realização de legislativas antecipadas.
“Há duas soluções aqui: a realização de eleições ou o Presidente dissolver o Parlamento, o que também é extemporâneo e o próprio Presidente não quer essa solução”, referiu o chefe do governo guineense para quem, sem eleições, a crise vai continuar independentemente de quem estiver no cargo. Ao afirmar não se sentir ameaçado no cargo por continuar a merecer a confiança do Presidente guineense e de vários deputados no Parlamento, Umaro Cissoko declarou que se isto deixar de acontecer, sairá “pelos seus próprios pés”.

Neste contexto de incerteza quanto às opções que poderão ser tomadas para os próximos meses na Guiné-Bissau, o politólogo e consultor Rui Jorge, mostra-se céptico quanto ao novo ano que se avizinha e considera que a crise vai agravar-se. (RFI)

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