Governador da Huíla promete fazer da província celeiro de Angola

As autoridades da província angolana da Huíla querem tirar o melhor proveito do seu posicionamento geoestratégico para relançar o desenvolvimento em 2018 à procura de mais-valias da rede ferroviária e rodoviária da região.

Esta ideia foi expressa pelo governador, João Marcelino Tchipingui, durante a cerimónia de cumprimentos de final do ano, em que reiterou o pensamento de tornar a província, tal como no passado, um dos principais celeiros de Angola.

A concretização dos projectos passará pela adopção, segundo Tchipingui, de algumas opções estratégicas.

“Assumir-se como uma província produtora de excedentes agrícolas valorizando os regadios e a agricultura tradicional; reativar o complexo mineiro da Jamba e Xamutete por meio das rochas orçamentais; desenvolver uma base industrial de transformação de produtos agro-pecuários e abastecimento dos mercados das províncias do sul em particular”, defendeu o governador.

A construção de 49 salas de aulas em cinco dos 14 municípios que beneficiaram quatro mil alunos e a edificação de 27 centros municipais de referência e 36 postos de saúde em toda a província, bem como a construção da nova captação de água para o Lubango, são os investimentos públicos destacados pelo governador da Huíla em 2017, apesar das dificuldades financeiras.

Para os principais partidos políticos da oposição, as ideias do governador da província para o futuro não passam, como sempre, de promessas.

O secretário executivo provincial da CASA-CE, Serafim Simeão, prefere ver para crer.

“Estamos a caminhos de três, quatro anos em que as obras não são concluídas e nós mais uma vez vamos reiterar preferimos ser como São Tomé, ver para crer”, justificou Simeão-

Para o secretário provincial adjunto da UNITA, Félix Kuenda, os problemas sociais básicos da população são graves e exigem soluções agora.

“É só olharmos para a nossa a cidade olharmos para a nossa província os problemas são enormes desde a saúde, educação falta de saneamento básico de energia, problemas sociais profundos”, concluiu. (Voa)

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