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Garimpo de diamantes incita congoleses a violar fronteiras

Centenas de cidadãos congoleses tentam, diariamente, violar as fronteiras angolanas na província da Lunda Norte, atraídos pelo desejo de prática do garimpo artesanal de diamantes.

Apesar do intenso trabalho de vigilância da Unidade da Polícia de Guarda-Fronteira (UPGF), nas zonas limítrofes com a República Democrática do Congo (RDC), muitos, infelizmente, têm conseguido lograr tal feito, colocando em causa a soberania nacional.

Este ano, em virtude do agravamento da instabilidade política naquele país vizinho, dando lugar à entrada de milhares de refugiados, os órgãos nacionais de defesa e segurança viram-se forçados a redobrar as suas acções, para conter os fluxos de imigração ilegal.

Uma das medidas adoptadas para se pôr fim à escalada de invasão de estrangeiros foi o encerramento, em Março, dos postos fronteiriços.

Em contrapartida, os congoleses, até disfarçados de refugiados de guerra, continuaram a chegar às zonas de exploração diamantífera, através de novas rotas, desviando-se dos efectivos de guarda-fronteiras.

Para se ter uma ideia da imigração ilegal nesta província, embora parcial, o comandante da 7.ª Unidade da Polícia de Guarda-Fronteira, superintendente-chefe Inácio Feliciano, confirmou, em declarações à Angop, que, de Janeiro a Outubro deste ano, foram detidos 14.494 imigrantes ilegais.

Estes dados não reflectem sobre a realidade da situação, uma vez que os mesmos se referem apenas ao posto da Chissanda, o mais movimentado da província, e, também, ao de Itanda.

No primeiro posto, a 7.ª Unidade registou 1.482 casos de entrada e saída ilegais frustradas, por garimpo artesanal de diamantes, tráfico de combustível, pesca ilegal e por fuga ao fisco.

O comandante da 7ª Unidade da Polícia de Guarda-Fronteira admitiu que a imigração ilegal esteve, este ano, em alta, considerando o conflito armado na RDC a principal causa.

“O processo de entrada de refugiados facilitou a invasão de estrangeiros ilegais, porque a Polícia estava, simplesmente, empenhada na recepção dos mesmos, no sentido de velar pela sua protecção”, justificou.

Além dos imigrantes ilegais, foram detidos 51 cidadãos nacionais, por tentarem violar a fronteira com destino à RDC, onde pretendiam vender diamantes e combustíveis. (Angop)

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