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Ex-ministro e gestores moçambicanos libertados sob caução no caso LAM/Embraer

A justiça moçambicana libertou o ex-ministro dos Transportes Paulo Zucula, o ex-presidente das Linhas Aéreas de Moçambique José Viegas e ex-gestor da norte-americana General Electrics Mateus Zimba, mediante pagamento de caução, num caso relacionado com a compra de aviões.

Os três arguidos foram detidos por alegada corrupção na compra de aviões da transportadora nacional Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) à fabricante brasileira Embraer e foram colocados em liberdade depois de pagarem uma caução global de 14,5 milhões de meticais (mais de 197 mil euros).

Paulo Zucula, ex-ministros dos Transportes e Comunicações, foi obrigado a pagar cinco milhões de meticais (84 mil euros) para responder o processo em liberdade, segundo fontes ligadas ao processo citadas hoje pelo diário Notícias.

José Viegas e Mateus Zimba pagaram 3,5 milhões de meticais (42 mil euros) e seis milhões de meticais (84 mil euros), respetivamente.

Os três gestores foram detidos no início do mês, por ordens do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo e a pedido do Ministério Público moçambicano, no âmbito de uma investigação judicial ao alegado pagamento de subornos pela Embraer no valor de 800 mil dólares (681 mil euros).

Segundo o Ministério Público moçambicano, o dinheiro que os arguidos receberam resultou de uma sobrefaturação que engendraram na compra para as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) de dois aviões à fabricante brasileira Embraer em 2008 e 2009.

A Procuradoria-Geral da República de Moçambique anunciou que as investigações decorreram em articulação com as autoridades brasileiras e diferentes crimes estão sob suspeita.

As autoridades moçambicanas estavam a investigar o uso indevido de fundos públicos no processo da compra, venda e aluguer de duas aeronaves Bombardier Dash 8 Series Q400, pela empresa Linhas Aéreas de Moçambique, quando foram conhecidas as averiguações no Brasil sobre o negócio LAM/Embraer, sendo os dois processos concentrados num só.

Além de Moçambique e Brasil, as investigações alargaram-se a Portugal, São Tomé e Príncipe, Brasil, Estados Unidos da América, Reino Unido (Isle of Man) e França. (Diário de Notícias)

por Lusa

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