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Enfermeiros em Luanda ameaçam paralisar o sector na próxima semana

Os enfermeiros da capital do país ameaçam entrar em greve, na próxima segunda-feira, dia 12, depois de terem já suspendido as consultas e a prescrição de receitas médicas nos hospitais públicos e centros de saúde.

Do caderno reivindicativo enviado em 2012 ao Governo Provincial fazem parte o pagamento de retroactivos, e de subsídios de consulta, bem como a promoção do pessoal.

Sem soluções à vista, mesmo depois da moratória de cinco dias dada pelos enfermeiros no final de Outubro, os enfermeiros ameaçam agora paralisar o sector.

“Vamos decretar uma greve caso os directores, administradores e superintendentes continuem a obrigar os técnicos de enfermagem a fazer actos médicos conforme as denúncias que temos vindo a receber”.

Este posicionamento foi revelado ao Novo Jornal Online por Afonso Kileba, secretário-geral adjunto do Sindicato dos enfermeiros de Luanda, que acusa os responsáveis dos centros de saúde e dos hospitais públicos de estarem a coagir técnicos.

“Há administradores que estão a forçar os técnicos de enfermagem a fazer consultas médicas, coisa que não é da nossa responsabilidade “, explicou.

O também porta-voz do Sindicado dos Enfermeiros de Luanda afirma que alguns responsáveis estão a fazer essas pressões junto dos técnicos de saúde, sob orientação da directora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa.

“Nós alertámos já a directora provincial de Saúde de Luanda, no encontro que tivemos ontem, na sede da União Nacional dos Trabalhadores de Angola (UNTA), que iremos partir para uma greve caso as intimidações dos directores dos hospitais, chefes de repartições e outros responsáveis das unidades hospitalares continuarem”, disse.

O Novo jornal Online contactou a directora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa, para os devidos esclarecimentos, mas não obteve resposta.

Alguns enfermeiros ligados ao Centro de Saúde Progresso, no município do Cazenga, apelaram hoje aos demais colegas que continuem a pautar-se pelo humanismo, atendendo os doentes, principalmente naquelas unidades com um número reduzido de médicos.

O enfermeiro Marcelo Cândido disse à Angop não estar contra a reivindicação, mas defende que, enquanto se aguarda pela resposta, os seus colegas deveriam continuar a fazer o que sempre fizeram, salvaguardando a vida de milhares de pessoas. (Novo Jornal Online)

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