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Diplomatas da CPLP devem realizar mecanismos para mobilidade de jovens angolanos na região

O Presidente do Conselho Nacional da Juventude de Angola (CNJ), Tigão Mateus, defendeu hoje, domingo, em Lisboa, a necessidade das missões diplomáticas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), continuarem a realizar mecanismos e um trabalho mais intenso e permanente de modos a permitir que os jovens da comunidade, em particular os angolanos, consigam ter maior facilidade de mobilidade em todos os países membros.

Em declarações à Angop, a propósito da realização do Fórum de Jovens da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o responsável salientou que a questão da mobilidade juvenil estaria resolvida se os estados instituíssem o estatuto de cidadão da CPLP na região.

“Para os jovens verem a questão da mobilidade resolvida seria importante a consolidação nos próximos tempos de encontros entre os Chefes de Estado ou reunião dos ministros com ajuda do fórum pudessem agendar questões a serem discutidas como a institucionalização e operacionalização do estatuto de cidadão da CPLP”, referiu.

Tigão Mateus acrescentou que este processo viria culminar com a atribuição de um passaporte que havia de coroar a efectivação deste estatuto, assim permitiria que qualquer cidadão da CPLP que tenha razões evocadas e que sejam respeitáveis a legislação de qualquer Estado membro pudesse movimentar-se naturalmente.

Assim, enfatizou, permitiria os jovens deslocarem-se a qualquer Estado membro com facilidade para troca de experiência, intercâmbio cultural, recreativo e desportivo.

Face a este contexto, Angola tem estado a partir por uma política de estabelecer relações bilaterais com distintos países membros da CPLP ou outras regiões, argumentou.

Segundo a fonte, fruto dessas relações existe um protocolo bilateral entre a República de Angola e de Moçambique que dita a supressão de vistos em passaportes ordinários, para permitir uma maior mobilidade dos povos angolanos e moçambicanos.

O Presidente da CNJ de Angola relembrou também que testemunhou recentemente a assinatura de um outro acordo bilateral no âmbito do espaço SADC, entre a Republica de Angola e da África do Sul.

“Os jovens de Angola estão satisfeitos por esta vontade política e técnica que o governo de Angola tem estado a empreender no sentido de cada vez mais permitir que a mobilidade dos angolanos para os outros contextos quer africano, europeu, americano e não só seja melhor e com maior qualidade e isto também denotou-se aqui a nível das discussões”, sublinhou.

O fórum de Jovens da CPLP que decorreu durante cinco dias em Portugal será presidido pelo Brasil em substituição de Cabo Verde, no período de 2017/2019 e terá como vice-presidência o Conselho Nacional da Juventude da Guine Bissau.

O conselho fiscal será presidido pelo Conselho Nacional da Juventude de Moçambique que tem como a vice-presidência Cabo Verde. A nível da mesa da assembleia-geral foi eleita como presidente a CNJ de Angola e vice-presidente São Tome e Príncipe e secretário Timor Leste que por razoes migratórias não puderam participar no fórum.

O fórum da Juventude da Comunidade dos Paises de Língua Portuguesa é constituído por Portugal, Brasil, Angola, Cabo-verde, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor Leste, São-Tomé e Príncipe. (Angop)

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