C4 Pedro dá um milhão de Kwanzas a crianças

O músico angolano C4 Pedro ofereceu, ontem, em Luanda, à Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida (Anaso), um milhão e 200 mil kwanzas, para apoio às crianças seropositivas, órfãs e vulneráveis.

A oferta desse valor, por parte do músico angolano, aconteceu durante a festa de Natal antecipado em que participaram cerca de 500 crianças seropositivas, órfãs e vulneráveis, no âmbito das jornadas alusivas ao Dia Mundial da Sida, assinalado no passado dia 1 e que encerram no dia 15 do corrente mês.

No acto, as crianças beneficiariam de um almoço de confraternização e de brinquedos, assim como de um momento cultural e de lazer, com o patrocínio de distintas figuras públicas, nas vestes de padrinhos e madrinhas desse grupo alvo.

Em declarações à imprensa, o secretário-geral da Anaso, António Coelho, afirmou que a actividade visou, essencialmente, combater a discriminação que ainda se faz sentir em relação às crianças que vivem com VIH/Sida, juntando-as a outras que vivem em situação vulnerável como órfãs.

De acordo com António Coelho, em Angola 30 mil crianças são seropositivas, das quais 35 por cento são órfãs e no âmbito da redução do estigma e da discriminação realiza-se esta actividade com menores seropositivos e com as outras vulneráveis.
Maria Carolina, representante da Visão Mundial, afirmou que a sua instituição funciona em Angola, há 30 anos, já atendeu mais de três milhões de crianças e trabalha com parceiros locais no programa de combate à malária, desnutrição e melhoria do aproveitamento escolar.

O representante da Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, apelou a todas as mulheres grávidas para efectuarem o teste para saberem o seu estado serológico e evitarem a transmissão do vírus para as crianças.

De referir, que 24 por cento das crianças que vivem com VIH/Sida em Angola foram infectadas por via da transmissão vertical.
Por seu turno, o embaixador da China em Angola, Cui Aimin, reiterou o compromisso do seu país em continuar a apoiar as crianças que vivem com VIH/Sida neste país africano, assim como no combate às doenças endémicas como a malária e a febre-amarela.

O acto visou reduzir a exclusão, o preconceito, o estigma e a discriminação a que algumas dessas crianças estão sujeitas e promover o amor, a solidariedade a favor das mesmas, para que elas possam ser protegidas, bem como a existência de famílias saudáveis. (Jornal de Angola)

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