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‘Big Brother’ na China: 600 milhões de câmaras para distinguir os “bons” dos “maus” cidadãos

O objetivo da China é tornar-se líder mundial em tecnologia de inteligência artificial (IA) e até 2020 o país espera colocar em funcionamento mais 450 milhões de câmaras de vigilância.

O pesadelo orwelliano está a tornar-se realidade na China. O país tem vindo a investir cada vez mais em tecnologia digital direcionada para a vigilância e segurança, o que tem vindo a dar aos avanços tecnológicos um carácter cada vez mais invasivo na vida das pessoas. O objetivo da China é tornar-se líder mundial em tecnologia de inteligência artificial (IA) e até 2020 o país espera colocar em funcionamento mais 450 milhões de câmaras de vigilância.

A tecnologia de reconhecimento digital não é nova e na China está amplamente difundida em lojas e restaurantes, onde o pagamento das compras ou bens consumidos pode ser efetuada através deste tipo de tecnologia. Esta é também usada recorrentemente pelas empresas de segurança para assegurar que todo é captado ao segundo e nada passa despercebido.

As câmaras têm a capacidade de identificar cerca de 200 pessoas por minuto e são mesmo capazes chamar a polícia em caso de ser detetado nas ruas algum criminoso incluído nas bases de dados de pessoas procuradas.

Atualmente, a China possui 176 milhões de câmaras de vigilância administradas pelo Estado em todo o país, mas o Estado não está satisfeito. É preciso mais, para que nada fuja do controlo estatal. Nos próximos três anos está prevista a instalação de mais 450 milhões de câmaras para que possam fornecer informações em tempo real.

“No que diz respeito à implementação da tecnologia de IA, não se pode negar que a China já está a ir muito além do que os Estados Unidos”, mostra uma pesquisa feita pela empresa chinesa Tencent.

Em termos comparativos, a China já superou os Estados Unidos, conhecidos como um dos países mais vigiados do mundo. Nos Estados Unidos existem em todo o país 50 milhões de câmaras administradas pelo Estado.

Alibaba adere ao conceito de “vigilância”

Na mesma linha, a gigante chinesa Alibaba apresentou no mês passado um conceito futurista que vai funcionar como uma espécie de “passaporte do consumidor” e que vai permitir perceber o que é que os consumidores procuram e prever o que poderiam gostar de comprar.

Além disso, a Alibaba atribuí pontos aos consumidores, em função de premissas que a empresa deixa em sigilo, mas que, assegura, nada têm a ver com o poder de compra dos consumidores, mas sim com o seu comportamento e o cumprimento de compromissos. Um bom número de pontos vai permitir aos consumidores beneficiar de descontos em hotéis, alugueres de bicicletas ou apartamentos.

“Vocês não podem imaginar a quantidade de dados pessoais aos quais temos acesso, que nos permite reconstruir o perfil do consumidor e do seu estilo de vida”, afirmou um alto funcionário da empresa aos jornalistas. (Jornal Económico)

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