Bié: Governante condena agressão da enfermeira do hospital provincial

O governador do Bié, Álvaro Manuel de Boavida Neto, condenou, nesta terça-feira, a agressão física que a enfermeira Odeth Laurinda sofreu este mês (Dezembro), vítima de espancamento pelo pai de uma doente, por alegadamente ser culpada da morte da mesma.

Em declarações à Angop, depois da visita de solidariedade do governante à enfermeira do hospital provincial, Boavida Neto manifestou-se indignado com o comportamento reprovável do pai da menina Cecília Caquarta, de nove anos de idade, que considerou a causa da morte um erro médico.

O governador apelou a necessidade das famílias pautarem pelo diálogo na resolução de problemas, ao invés de optarem pela violência e sobretudo a terem a cultura de paz e respeito das unidades hospitalares e seus técnicos.

Enquanto isso, a directora do Hospital Provincial do Bié, Mariana Fernandes, assegurou a menina Cecília Caquarta não morreu por falta de assistência médica, nem tão pouco de erro médico, como a família alega, mas devido a chegada tardia naquela unidade sanitária.

A enfermeira Odeth Laurinda, que nesta altura se encontra hospitalizada, já fora de perigo de vida, enquanto Diniz da Silva, 35 anos de idade (o pai da malograda), encontra-se já a contas com a justiça e será processado criminalmente.

O actual hospital provincial construído no período colonial, tinha capacidade para atender 300 pacientes, mas com o aumento populacional atende cerca de mil pacientes por dia. Os serviços são assegurados por cerca de 800 profissionais, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio.

Entre as doenças mais usuais entre os pacientes, destaque para malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, diabetes, reumatismo, febre tifóide, HIV/Sida e outras infecções de transmissão sexual, doenças da área de oftalmologia e enfermidades da pele.

Com uma população de um milhão, 455 mil e 223 habitantes, o sector da saúde na província do Bié, controla mais de três mil 570 funcionários, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio hospitalar, que laboram em 175 unidades sanitárias. (Angop)

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