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Benguela: Macon e Ango-Real sobem tarifa em mais de 20 porcento

As tarifas das empresas privadas de transportes rodoviários de passageiros Macon e Ango-Real aumentaram (desde segunda-feira) entre 20 e 31 porcento, respectivamente, para os mais diversos destinos, com partidas de Benguela.

Segundo apurou a Angop, a Macon, com 31 destinos, desde a base rodoviária de Benguela (entre carreiras intermunicipais e interprovinciais) decidiu aplicar um incremento de 20 porcento sobre os habituais preços utilizados

Enquanto isto, a Ango-Real, com sete destinos, aplicou um incremento de 20 a 33 porcento, nomeadamente com términos na Santa Clara (Akz 9.000 anteriores, 10.800 a partir de hoj11 de Dezembro), Luanda (4.500/5.400), Quilengues (2.100/2.800) e Chongoroi, com 1900 anteriores e agora 2.500.

A propósito da subida das tarifas nos transportes colectivos, o director provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana de Benguela, André Ricardo, disse desconhecer a situação, mas prometeu averiguar a situação junto das operadoras.

“Para nós é uma surpresa. Vamos inquirir. Apesar de (estas empresas) terem uma dependência centralizada, qualquer alteração de preços deve ser precedida de concertação e ou autorização das autoridades competentes”, afirmou o director do pelouro, visivelmente surpreso.

A Angop contactou igualmente a área económica dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), os quais se mostraram também alheios à situação.

“Vamos acompanhar e inquirir os procedimentos legais que autorizam essa alteração, de contrário, podemos estar perante um ilícito criminal”, referiu um oficial do SIC, que pediu o anonimato.

Ouvidos na ocasião, os passageiros consideram que o aumento contrasta com a qualidade de serviços prestados pelas empresas referenciadas.

Luís Manuel, 86 anos de idade, frisou que o aumento das tarifas poderá afugentar muitos passageiros e estimular os miniautocarros dos vulgos candongueiros que cobram ligeiramente mais barato do que os autocarros convencionais.

Acusou as autoridades afins de conivência, uma vez que, à título de exemplo, a rota Benguela/Luanda começou com um tarifário de Akz 1.900, no início da década 2010, contra os actuais 5.400, sem explicações plausíveis.

Manuel Tchita, outro passageiro que em companhia de outros oito colegas pretendiam deslocar-se para a cidade do Lubango, onde trabalham, disse ter adquirido os nove bilhetes na agência da Macon, na cidade do Lobito, com partida marcada marca para as 7:h00, na cidade de Benguela.

“Mas até às 13 horas mal sabíamos a hora em que partiríamos, pois ninguém se disponibilizava para qualquer informação, até mesmo para o reembolso dos valores, que tanto desejávamos, em protesto da desorganização”, contou à Angop.

Por seu lado, Germana Lumana disse ser a primeira vez que viaja para Benguela, mas só no percurso Luanda/Benguela, o autocarro da Macon furou o pneu por duas vezes, com as peripécias daí decorrentes.

Apelou ao melhoramento da prestação de serviços, ao mesmo tempo que admite que, por arrasto, a situação mercantil das principais praças paralelas possa vir a alterar em função deste aumento tarifário, já que as vendedoras dependem das viagens que realizam para sustentar os seus negócios.

Além dos preços de passageiros, as bagagens sofreram igualmente alterações.

Cidades Chekes, responsável da agência da Ango-Real em Benguela, apontou o mau estado das vias, como sendo uma das razões para esse incremento.

O director dos Transportes e Mobilidade Urbana refuta a afirmação de que essas companhias de transportes de passageiros não realizam trajectos intermunicipais, preferindo rotas que as conduzem nas estradas nacionais. (Angop)

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