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Benguela: Instituto Agrário encerra ensino geral em 2018

O Instituto Médio “Joaquim Kapango”, localizado no vale do Cavaco, arredores da cidade de Benguela, vai deixar de ministrar aulas do I Ciclo do Ensino Geral no ano lectivo/2018, dedicando-se exclusivamente a cursos básico e médio de agronomia, de acordo com a directiva conjunta do Ministério de tutela e Administração do Território.

Em declarações à Angop quando analisava o ano lectivo 2017, o director do instituto, Adriano Pacheco, afirmou que o decreto ministerial nº 247/17 orienta a instituição a dedicar-se apenas a cursos de produção animal e vegetal, visando potenciar os formandos com múltiplas competências de modo a intervirem fundamentalmente no meio rural.

Para o responsável, a nova directiva vai proporcionar a inclusão de mais professores e também de alunos, cujo grupo alvo são os desfavorecidos, maior acesso ao mercado de trabalho e também a ascensão dos docentes na categoria com o devido enquadramento salarial.

Realçou, por outro lado, a importância da educação profissional na formação e capacitação da juventude e do modelo adoptado pela instituição durante décadas para a profissionalização, adaptando as exigências do sector produtivo, visando combater a fome no seio das comunidades rurais.

Para si, após conclusão da formação, os visados estarão capacitados para trabalhar nas comunidades e contribuir para impulsionar o sector agro-produtivo, colmatando a gritante falta de técnicos agrários na região.

Segundo o responsável, o Instituto Médio “Joaquim Kapango” está igualmente vocacionado a aulas praticas que vão facilitar os alunos o acesso ao mercado de trabalho e assegurar a formação básica e média agro-industrial, contando apenas com 21 professores e um campo de experimentação.

Apontou, por outro lado, a falta de energia eléctrica e a impossibilidade de proceder à contratação de técnicos especializados, em regime de colaboradores e o apetrechamento, por parte do MED, dos laboratórios especializados em química, física, biologia zootécnica, como os maiores empecilhos para o normal funcional desta Instituição Agraria.

Actualmente, acrescentou, o abastecimento da escola em energia elétrica é feita através de grupos geradores, tornando oneroso, tendo em conta a crise financeira que assola as Instituições do país.

A antiga escola polivalente foi transformada em 2016 em Instituto Médio Agrário e conta com 115 professores nacionais e sete expatriados, albergando mais de mil alunos em regime de internato e externos.

Recordou que, no ano lectivo findo, o Instituto coabitou o I Ciclo e II ciclo de ciências agrárias, com dois cursos de produção vegetal e animal. No Ensino Geral foram dadas aulas da sétima a nona classe, com um total de mil e 50 alunos em dois turnos.

Precisou que, da totalidade de alunos matriculados, 415 são mulheres, enquanto 217 desistiram de frequentar as aulas, outros 552 concluíram com bom aproveitamento e 281 reprovaram, tendo como índice de aproveitamento atingido 70 porcento.

Considerou o ano lectivo de 2017 positivo, apesar do elevado número de desistências, resultantes das dificuldades económicas das famílias, agravado pelo desemprego.

No II Ciclo de ciências agrárias, adiantou, nos cursos de produção animal e vegetal foram matriculados 440 alunos, dos quais 397 foram avaliados e aprovados, tendo a instituição procedido ao encerramento das oficinas de artes e ofícios, por insuficiência de pessoal qualificado.

Informou estarem disponíveis no Instituto 120 vagas para o ano lectivo 2018 nos cursos de produção animal e vegetal, cujos processos de confirmação e de matrículas para alunos que frequentam pela primeira vez iniciam a 5 de Janeiro de 2018. (Angop)

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