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Huíla: Automobilistas divergem sobre aumento da taxa de circulação

Automobilistas do Lubango, província da Huíla, reagiram hoje, nesta urbe, de forma negativa ao anúncio pela Administração Geral Tributária da subida do valor da taxa de circulação, pelo facto do pagamento não se reflectir nas condições da rede viária da região

Numa reportagem efectuada pela Angop, nesta cidade, os automobilistas foram unânimes ao afirmar que as estradas continuam degradadas, apesar do pagamento anual da taxa, e que o valor a ser pago está elevado tendo em conta a actual situação financeira do país.

Victor Yombe, motorista, desaprova a medida, sob o argumento de que o estado actual das vias só provoca danos aos meios de transporte ao invés de proporcionar conforto e segurança para os utentes, sejam automobilistas como peões.

Poré, o taxista José Nguepe louvou a iniciativa e solicitou aos automobilistas a fazerem a sua parte, tendo pedido ao Governo, no sentido de também fazer a sua, reabilitar as estradas, pois só assim se vai construir e reconstruir a nação e torná-la cada vez mais forte e próspera.

A automobilista Júlia Celeste revelou-se surpresa com a decisão do Executivo, uma vez que todos os anos paga a taxa e não sente o retorno que se esperava, nomeadamente, estradas sem buracos, devidamente sinalizadas e com iluminação.

Por seu lado, o taxista Hilário Martinho considera necessário o ajuste, mas que devia entrar em vigor noutro momento, porque maior parte dos funcionários públicos e privados para além de terem salários baixos atrasam muito.

O presidente da Associação dos Motociclistas Transportadores de Angola (Amotrang), na Huíla, Alberto Daniel, lamentou a postura do Governo na aplicação da nova tabela, uma vez que as estradas da Huíla estão esburacadas e pouco se vê para a sua recuperação.

Em seu entender, o Estado devia primeiro tratar de melhorar as condições de circulação rodoviária e só depois aplicar esta medida.

Já o director da 5ª Região Tributária, das províncias da Huíla e do Namibe, Garcia Afonso, sublinhou que a medida veio em boa hora, porque só com o aumento do volume de receitas para o Orçamento Geral do estado (OGE) o Estado poderá oferecer o bem-estar social da população.

“Só assim, o Estado terá condições financeiras para que possa, no quadro do seu Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), construir e reconstruir as vias de acesso primárias, secundárias e terciárias, que se pretende no país”, realçou.

A Administração Geral Tributária (AGT) inicia a 01 de Janeiro a cobrança da taxa de circulação e vai durar três meses, ao que se seguirá a fase em que serão aplicadas multas aos incumpridores. (Angop)

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