AngoSat-1: “Temos de acabar com este fenómeno “não tem sistema””,aponta PCE da Infrasat

Diogo de Carvalho, PCE da Infrasat, empresa responsável pela comercialização de banda do AngoSat-1, está confiante na melhoria da prestação de serviços com a entrada em cena do primeiro satélite angolano.

Com o satélite em órbita, será o fim do fenómeno “não tem sistema”?

Temos de acabar com este fenómeno “não tem sistema”. As redundâncias é que fazem não ter sistema. Temos fibras em todo o país, e, se houver um corte, falha a comunicação. Mas o fenómeno “não tem sistema” desaparece se tivermos uma redundância em satélite. Porque os equipamentos hoje estão de tal forma preparados para fazerem o corte e a automática comutação para o outro meio de comunicação sem o cliente final dar conta. Mais uma razão para dizermos que o satélite e a fibra se complementam.

Ainda se justifica apostar em satélites com a existência dos cabos submarinos e fibra óptica?

São tecnologias complementares. Por exemplo, o passar fibra é um investimento brutal e dispendioso e leva algum tempo. Hoje temos fibras nacionais e internacionais. Mas nós temos aqui localidades distantes das capitais que precisam de comunicação e muitas vezes é extremamente dispendioso instalarmos uma fibra até a essas localidades e levando ainda muito tempo. Com o satélite, levamos apenas três dias e os clientes ficam ligados ao mundo pelas várias plataformas. Por isso é que digo que estas tecnologias são complementares. Os Estados Unidos e a Europa, que estão bem desenvolvidos, até hoje usam satélites. Se não fosse rentável, eles já não estariam a utilizar. (Novo Jornal Online)

por  Faustino Diogo

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