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Alerta para regresso provável de seis mil africanos terroristas a seus países respetivos

A União Africana (UA) adverte de um provável regresso, aos seus países respetivos, de cerca de seis mil “terroristas’ africanos combatentes de Daech (Estado Islâmico), anunciou domingo em Oran o comissário para a Paz e Segurança da UA, Ismail Cherguei.

Falando domingo no quadro do Fórum sobre a Luta contra o Terrorismo em Oran, na Argélia, Cherguei apelou consequentemente aos países africanos para estarem prontos para os tratar “firmemente”.

Precisou que “informações revelam a existência de seis mil combatentes africanos entre 30 mil combatentes estrangeiros que evoluem nas fileiras do Daech no Médio Oriente”, exortando aos países visados a trocarem informações sobre homens armados que regressem aos seus países respetivos.

Por sua vez, o ministro argelino dos Negócios Estrangeiros, Abdelkader Messahel, afirmou na ocasião que a Argélia vai esforçar-se para contribuir eficazmente para a luta contra o extremismo violento e o terrorismo em África.

O ministro evocou, deplorando-os, numerosos desafios que suscitam o extremismo violento e o terrorismo, fenómenos que, a seu ver, interpelam o espírito de unidade e de solidariedade que marcou muito o nosso continente para fazer face a estes flagelos.

Afirmou, para o efeito, que “os nossos países e seus povos respetivos poderão mobilizar seus esforços e seus recursos em prol do seu desenvolvimento e prosperidade”.

Messahel que abria os trabalhos do fórum evocou “os riscos que suscita o regresso dos terroristas africanos aos seus países respetivos depois do seu fisco militar na Síria e no Iraque”.

Sublinhou que “estes elementos armados pretendem estabelecer-se nestas regiões para continuar seus objetivos terroristas”.

O chefe da diplomacia argelina assinalou que a organização terrorista Daech apelou os seus elementos a regressarem à Líbia, à região do Sahel e ao Sara, em geral, aludindo a relatórios sobre movimentos de combatentes estrangeiros na região.

“Grupos terroristas reorganizam-se, recolhem recursos e preparam-se para mobilizar novos recrutas, formados ideológica e militarmente e dotados de uma grande capacidade de explorar Internet e as redes sociais”, explicou Messahel,.

Enfatizou que os mesmos dispõem de avultados recursos financeiros devido, nomeadamente, aos seus laços com o crime organizado transfronteiriço. (Panapress)

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