Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Ex-Presidente egípcio condenado a três anos de prisão

Mohammed Morsi é acusado de insultar o Judiciário durante um discurso televisivo. Outras 24 pessoas também foram condenadas no mesmo caso, este sábado (30.12).

A Justiça do Egipto condenou o ex-Presidente do país, Mohammed Morsi, a três anos de prisão, este sábado (30.12). No mesmo caso, o Tribunal Penal do Cairo, que emitiu a sentença, condenou ainda 18 co-arguidos a três anos de prisão cada um.

Cinco outros acusados, incluindo o militante pró-democracia Alaa Abdel-Fatah, receberam como pena o pagamento de uma multa. Adbel-Fattah encontra-se a cumprir já uma sentença de cinco anos por participar num protesto ilegal em 2013.

Também o analista político Amr Hamzawy, que vive no exílio, foi condenado a pagar multa.

Mohammed Morsi é acusado de insultar o Judiciário durante um discurso público proferido há mais de quatro anos, “com o objectivo de espalhar o ódio”, de acordo com a televisão estatal.

Em 2013, quando ainda estava no cargo, Morsi acusou um juiz de fraude em eleições anteriores durante o referido discurso televisivo. Além da pena de prisão, a Justiça também decretou que Morsi pague um milhão de libras egípcias (56,270 dólares) ao juiz difamado.

Além do ex-Presidente, os acusados incluem islamitas, activistas, advogados e jornalistas, que foram condenados por difamar o poder judicial do país em diferentes comentários nos meios de comunicação social. Todas as decisões são passíveis de apelação.

Outras sentenças de Morsi

Morsi, o primeiro Presidente democraticamente eleito do Egipto, foi derrubado pelo Exército em meados de 2013, após protestos em massa contra seu Governo.

Desde que foi deposto, o antigo chefe de Estado já enfrentou julgamentos por uma série de acusações, incluindo de espionagem e de conspirar com grupos estrangeiros.

Mohammed Morsi está a cumprir pena de 20 anos de prisão, em um outro caso – relacionado a incitar ataques mortais contra manifestantes anti-islâmicos em 2012.

Em Setembro, o principal tribunal de apelação do Egipto confirmou ainda uma outra pena de 25 anos de prisão para o ex-Presidente do Egipto, sob acusação de prejudicar a segurança nacional ao vazar documentos secretos do Estado para o seu aliado, nomeadamente o Qatar, enquanto ainda estava na presidência. (DW)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »