Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Terceiro maior partido moçambicano frustrado com atraso na lei de eleição de governadores provinciais

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, mostrou-se hoje frustrado com o atraso que se verifica nas negociações em torno de um pacote legislativo autárquico que preveja a eleição de governadores provinciais.

“Estamos frustrados, porque a lei orgânica dos governos provinciais, a lei das finanças provinciais, num figurino diferente do actual, deveriam estar em marcha e aprovadas antes da convocação das eleições gerais em abril, de acordo com a Constituição da República”, afirmou Daviz Simango, em conferência de imprensa na cidade da Beira, onde é edil.

Daviz Simango assinalou que o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, asseguraram várias vezes que o Governo e o principal partido da oposição submeteriam até ao final deste ano à Assembleia da República os documentos do acordo resultante das negociações em curso para uma paz definitiva no país.

“Foi anunciado que os documentos sobre a descentralização, desmobilização, desarmamento e reintegração seriam submetidos à Assembleia da República antes do fim do ano, o que não aconteceu até à data do encerramento da última sessão ordinária”, declarou o presidente do MDM.

“O ano começou com a trégua (nos confrontos armados), que se estendeu por tempo indeterminado. Pensamos que permitiu supostos progressos, embora não se conheça, os detalhes”, declarou Daviz Simango.

O Governo e a Renamo estão a negociar uma proposta de lei que preconize a eleição de governadores provinciais, o desarmamento do braço militar da Renamo e sua integração nas Forças de Defesa e Segurança (FDS) ou desmobilização.

As negociações visam um acordo para uma paz duradoura face aos ciclos de violência armada que o país tem conhecido desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que pôs termo a 16 anos de guerra civil no país. (Diário de Notícias)

por Lusa

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »