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OMS e Unicef destacam avanços com o programa de vacinação

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Hernando Agudelo, afirmou, nesta quarta-feira, na comuna de Kicabo, província do Bengo, que Angola tem vindo a registar avanços significativos com o Programa Alargado de Vacinação.

De acordo com o responsável, que falava no lançamento da introdução da vacina da Pólio Inactivada no calendário nacional de vacinação, este programa vem mostrando a importância na melhoria da saúde da população, reduzindo a mortalidade por doenças evitáveis pela vacinação.

“Outros avanços verificaram-se na introdução de novas vacinas combinadas ao pentavalente, a rotavírus e outras do calendário oficial de vacinação. Com a introdução destas vacinas começamos a notar resultados como a redução da incidência de meningites bacterianos e pneumonias”, destacou o representante da OMS em Angola.

Hernando Agudelo saudou os esforços que o Ministério da Saúde tem empreendido com vista a melhoria da saúde da população angolana, referindo que foi com este esforço que, em Novembro de 2015, o país foi considerado livre da circulação da poliomielite pelo Comité Africano de Certificação da Região Africana.

A introdução da vacina inactivada da pólio é um dos objectivos do plano estratégico da erradicação da poliomielite a nível mundial.

O representante da OMS em Angola revelou que África não tem mais casos de poliomielite e que no mundo existem apenas dois países endémicos, nomeadamente o Paquistão e Afeganistão.

Por seu turno, o representante do Unicef, Renato Pinto, disse que a introdução da nova vacina contra a pólio vem reforçar o compromisso que o Governo de Angola assumiu no sentido de garantir a saúde da criança e da mãe.

“A vacinação constitui uma das medidas mais eficazes da protecção da criança e da mãe, pelo que manifestamos a nossa alegria pelos esforços que o Governo tem feito nos últimos anos para manter a vacinação”.

Garantiu que o Unicef vai continuar a apoiar o Governo de Angola no reforço do sistema de saúde e da imunização de rotina, contando para, o efeito, com o apoio financeiro da aliança global para a vacina (Gavi) na compra de vacinas da pólio injectável, seringas e algodão, bem como na capacitação das brigadas.

“O apoio financeiro da Gavi nos tem permitido apoiar o Governo na formação dos gestores do programa alargado de vacinação, capacitação dos gestores da cadeia de frio e disponibilização de equipamento”, explicou.

A vacina injectável contra a pólio aplica-se apenas uma dose a crianças com quatro meses de idade e deve ser aplicada em conjunto com uma segunda dose da vacina oral. As crianças que não apanharem a vacina ao fim de quatro meses poderão apanhar a pólio injectável até aos onze meses de idade, esclareceu o governante.

A introdução desta vacina obedece a fase final do plano mundial da calendarização da erradicação da poliomielite em Angola, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e apoiada pelo Unicef e pela Aliança Global de Vacina (GAVI).

Angola não regista casos de poliomielite desde 7 de Julho de 2011 graças a vacinação. (Angop)

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