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Mãe reencontra filha no Líbano em últimos momentos da luta para repatriá-la

Foram sete anos de espera, luta e perseverança para que Cláudia Boutros, de 39 anos, reencontrasse sua filha Gabriella sem os obstáculos e impedimentos impostos pelo ex-marido. Pedro Boutros levou a filha para o Líbano, seu país de origem, quando a menina tinha apenas 6 anos, em 2010. Desde então, Cláudia, que detinha a guarda da filha no Brasil, iniciou uma luta judicial na Justiça libanesa que lhe concedeu, no início de outubro, o direito de repatriá-la e de cuidar dela.

Num vídeo enviado ao EXTRA pelo advogado que representa a estudante de administração no Brasil, José Beraldo, mãe e filha aparecem lado a lado. Cláudia então diz para Gabriella, de 13 anos, falar algo para a câmera, mesmo que fosse em inglês. Quando a filha chegar ao Brasil, Cláudia acredita que será necessário fazer um intenso trabalho para que ela recupere a língua portuguesa e a cultura brasileira. Com o pai, no Líbano, ela deixou de praticar o idioma, porque Pedro deixou de falar em português com ela em casa.

— Olá, eu estou aqui com a minha mãe — disse a menina, com timidez.

A expectativa para a audiência marcada para esta quinta-feira, em Trípoli, era grande. Pedro não havia sido encontrado pelas autoridades, o que deixou Cláudia muito apreensiva. No entanto, ela não descansou, nem desistiu de clamar por apoio do governo brasileiro. Beraldo enviou diversos pedidos por auxílio para as investigações com o intuito de descobrir o paradeiro do pai de Gabriella.

— A filha ficou muito feliz em ver a mãe. Ela não sabia que a Cláudia estava lá, porque o pai não lhe contava nada a respeito da mãe — frisou o advogado.

Segundo Cláudia, desde que recebeu a notícia de que ganhou a guarda na Justiça libanesa, no início de outubro, não conseguiu entrar em contato com Gabriella devido aos obstáculos na comunicação entre elas impostos pelo pai da menina.

Em entrevista ao EXTRA no início de novembro, a moradora de São Paulo chegou a frisar o quanto era difícil haver qualquer tipo de relação com a filha, mesmo que fosse por telefone.

— Todas as vezes que falo com ela é pelo celular do Pedro e fico a mercê dele. A comunicação é sempre pela intervenção do pai, então acredito que ela não saiba (da decisão da Justiça). Não sei até que ponto tudo que falo ele passa para ela — contou a estudante de administração.

De acordo com Beraldo, ainda é preciso acertar algumas questões no Líbano para que as duas possam voltar ao Brasil.

— Agora estou só estou aguardando o resultado, porque ele alegou que a filha corre risco de morte no Brasil, disse é um país violento, onde ela seria estuprada. Nós provamos que ela teria uma boa vida aqui, estudando em escola particular, ao lado de uma família que a ama — afirmou Beraldo.

Ele salientou ainda que há um mandado de prisão contra o Pedro no Brasil, devido ao sequestro da menina em 2010. Após a separação do casal em janeiro de 2008, a estudante ganhou a guarda da criança na Justiça brasileira. O combinado era que o pai poderia ver e sair com a filha aos finais de semana, na cidade de São Paulo, onde moravam. Mas, num dos dias reservados para Pedro, em 2010, ele levou a menina consigo. De acordo com a mãe de Gabriella, eles chegaram a passar por quatro países: Paraguai, Argentina, França e, finalmente, o Líbano.

“Tudo indica que trata-se de um psicopata e que coloca em risco a vida da criança, pois obtive informações de pessoa intimamente ligada ao Sr. Pedro de que este não aceita derrotas e por isso fugiu com a criança. Assim, solicito medidas urgentes naquele país para o efetivo cumprimento da ordem judicial”, havia escrito Beraldo em mensagem enviada ao Itamaraty.
(Jornal Extra)

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