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10 mil refugiados poderão ser transferidos da Líbia para a Europa em 2018

Medida anunciada pelo Governo italiano pretende amenizar situação “desumana” vivida por milhares de pessoas em campos de refugiados e centros de detenção na Líbia.

Pelo menos 10 mil pessoas retidas em campos de refugiados e centros de detenção na Líbia devem ser transferidas para a Europa em 2018, anunciou o Governo italiano neste domingo (24.12).

A medida faz parte de uma tentativa dos países da União Europeia de amenizar a deterioração das condições na Líbia, onde milhares de pessoas estão presas em condições desumanas.

“Em 2018, pelo menos 10 mil refugiados poderão migrar para a Europa sem riscos, através de corredores humanitários”, disse o ministro italiano do Interior, Marco Minniti, em entrevista ao jornal La Republica, citado pela agência de notícias AFP.

O anúncio vem na sequência da chegada de um grupo de 162 refugiados a Roma, na passada sexta-feira (22.12). Eles são oriundos da Eritreia, Etiópia e Somália, e estavam em situação de “vulnerabilidade” na Líbia quando foram levados para a Itália num avião militar.

O grupo inclui mães solteiras, crianças não acompanhadas e pessoas com deficiência, e foi a primeira vez que os refugiados e migrantes foram transferidos directamente para a Europa pela agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR).

Cerca de 400 mil migrantes estão na Líbia, incluindo pelo menos 36 mil crianças, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) no início deste mês.

Em 2018, a OIM pretende repatriar 30 mil migrantes para seus países de origem como parte de um programa de retorno voluntário. Aproximadamente 15 mil foram repatriados este ano.

“Com a ajuda das autoridades líbias, construímos um novo modelo de gestão no outro lado do Mediterrâneo”, disse o Minniti.

Crise política

A crise política na Líbia reforça ainda mais o quadro de instabilidade do país. Entretanto, durante um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Angelino Alfano, na capital, Tripoli, o primeiro-ministro líbio, Fayez Serraj, afirmou, no sábado, que a realização de eleições pode resolver a crise política.

Fayez Serraj indicou que a Comissão Eleitoral da Líbia iniciou o registo de eleitores e os preparativos para realizar eleições no próximo ano, depois da aprovação da lei eleitoral e da votação de uma Constituição para o país, informou o gabinete do primeiro-ministro citado pela agência de notícias chinesa Xinhua.

No entanto, a recusa de determinadas partes no processo político “complica o cenário” que “requer posições firmes por parte da comunidade internacional”, sublinhou Serraj.

Itália quer enviar Exército ao Níger

Além de ajudar a gerenciar a crise dos refugiados no norte africano, a Itália pretende em 2018 enviar tropas ao Níger, com objectivo de combater o tráfico de pessoas e o terrorismo.

A medida foi defendida pelo primeiro-ministro do país, Paolo Gentiloni, que deverá apresentar a proposta ao Parlamento em breve.

Segundo Gentiloni, a Itália está concentrando “atenções e energias sobre as ameaças decorrentes do tráfico de seres humanos e do terrorismo que vem se consolidando nos últimos anos no Sahel, em África”.

Em Novembro, um mercado de escravos na Líbia foi denunciado pela rede de notícias CNN. Entre as vítimas, refugiados de diversos países africanos, especialmente da África Subsariana. (DW)

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