- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Destaques EUA decidem reforçar capacidade militar da Ucrânia e Rússia reclama

EUA decidem reforçar capacidade militar da Ucrânia e Rússia reclama

Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira (22) sua intenção de reforçar as capacidades defensivas da Ucrânia, o que poderia “fazer novas vítimas” e causar “um banho de sangue” no leste do país, segundo denunciou a Rússia neste sábado (23).

Washington justificou sua decisão, afirmando sua intenção de ajudar Kiev a assegurar a “soberania” de seu território, em um contexto de disputa russo-americana sobre o conflito ucraniano.

“Hoje, os Estados Unidos conduzem [as autoridades ucranianas] para um novo banho de sangue”, declarou em um comunicado o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Ryabkov.

“As armas americanas podem causar novas vítimas no nosso vizinho”, acrescentou.

Ryabkov acusou os Estados Unidos de “atravessar a linha” e fomentar o conflito na região de Donbass, no leste da Ucrânia.

“Os revanchistas de Kiev estão atirando em Donbass todos os dias. Eles não querem negociações de paz e sonham em acabar com a população rebelde. E os Estados Unidos decidiram dar-lhes armas para isso”, insistiu.

Outro vice-ministro das Relações Exteriores, Grigory Karasin, afirmou, por sua vez, que a medida dos Estados Unidos prejudicaria os esforços para alcançar um acordo político para o conflito na Ucrânia.

“Essencialmente, esta decisão prejudica o trabalho para implementar os acordos de Minsk de 2015”, afirmou Karasin à agência de notícias estatal TASS, referindo-se a um acordo de paz mediado pelo Ocidente.

Segundo Karasin, Washington escolheu apoiar “o lado da guerra” em Kiev. “Isso é inaceitável”, reagiu.

Ele também reiterou a posição da Rússia de que as autoridades ucranianas deveriam negociar com os rebeldes apoiados pelo Kremlin através de um “diálogo honesto e directo”.

“Não há outra maneira de resolver o conflito interno ucraniano”, considerou.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira que Washington havia “decidido fornecer à Ucrânia maiores capacidades de defesa como parte dos esforços para ajudar Kiev a desenvolver suas capacidades de defesa a longo prazo, defender sua soberania, sua integridade territorial e evitar toda agressão futura”.

“A ajuda americana é inteiramente defensiva. Voltamos a ressaltar que a Ucrânia é um país soberano e tem o direito de se defender”, indicou em um comunicado a porta-voz da diplomacia americana, Heather Nauert.

Pouco antes do anúncio, a rede de notícias ABC publicou um relatório indicando que os Estados Unidos planeavam fornecer à Ucrânia mísseis antitanque, citando quatro funcionários do Departamento de Estado.

“O pacote de defesa de 47 milhões de dólares inclui a venda de 210 mísseis antitanque e 35 lançadores de mísseis”, acrescenta o relatório.

A Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam o presidente russo, Vladimir Putin, de fornecer armas aos rebeldes separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

Mais de 10 mil pessoas morreram e cerca de 24 mil ficaram feridas desde que o início da insurgência pró-russa em Abril de 2014.

Neste contexto, o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel lançaram um apelo neste sábado às partes em conflito na Ucrânia, diante das “recentes e inaceitáveis violações do cessar-fogo no leste do país”, segundo comunicado do Eliseu.

Expressando “o apoio ao pleno respeito à soberania e integridade territorial da Ucrânia”, os dois chefes de Estado “ressaltam que não há outra solução que uma resolução pacífica do conflito”.

“As partes devem assumir suas responsabilidades e aplicar a decisões já acordadas, a fim de diminuir o sofrimento das populações atingidas pela situação actual”, indica o comunicado. (Afp)

- Publicidade -
- Publicidade -

Que terceiro Presidente queremos?

Quando, há três anos, assistimos à primeira grande transição geracional do poder em Angola, para trás a história registava a passagem por aqui de...
- Publicidade -

Caso São Vicente: PGR confia na recuperação do dinheiro e admite ouvir personalidades da Sonangol

A Procuradoria Geral da República (PGR) de Angola assegura que tudo está a fazer para recuperar os 900 milhões de dólares congelados na conta...

Ministério Público quer agravar pena de prisão a “Zénu” dos Santos e co-acusados

O Tribunal Supremo (TS) de Angola terá que decidir se vai agravar ou aliviar as sentenças impostas aos acusados no “processo dos 500 milhões”. O...

Sociedade civil e partidos extra-parlamentares estão “vigilantes” com a criação da frente patriótica

O Ex-secretário Executivo do Comité Intereclesial para a Paz em Angola (COIEPA), reverendo Ntony Njnga, felicitou a iniciativa de se criar uma Frente Patriótica...

Notícias relacionadas

Que terceiro Presidente queremos?

Quando, há três anos, assistimos à primeira grande transição geracional do poder em Angola, para trás a história registava a passagem por aqui de...

Caso São Vicente: PGR confia na recuperação do dinheiro e admite ouvir personalidades da Sonangol

A Procuradoria Geral da República (PGR) de Angola assegura que tudo está a fazer para recuperar os 900 milhões de dólares congelados na conta...

Ministério Público quer agravar pena de prisão a “Zénu” dos Santos e co-acusados

O Tribunal Supremo (TS) de Angola terá que decidir se vai agravar ou aliviar as sentenças impostas aos acusados no “processo dos 500 milhões”. O...

Sociedade civil e partidos extra-parlamentares estão “vigilantes” com a criação da frente patriótica

O Ex-secretário Executivo do Comité Intereclesial para a Paz em Angola (COIEPA), reverendo Ntony Njnga, felicitou a iniciativa de se criar uma Frente Patriótica...

EUA contrabandeiam petróleo para fora da Síria durante a noite em 35 camiões-cisterna, diz mídia

A região do nordeste da Síria contém a maior parte das reservas de petróleo do país e é também o território onde a maioria...
- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.