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Sabonete repelente atrai atenção dos visitantes

A apresentação pública do sabonete repelente, para inibir o mosquito causador da malária, criado por pesquisadores angolanos, capitalizou as atenções de todas as pessoas que se deslocaram ontem à Feira Nacional de Saúde, Medicina, Higiene e Segurança no Trabalho, que decorreu no Centro de Conferência de Belas, em Luanda

O sabonete, criado no Laboratório de Ciência e Tecnologia da Universidade Jean Piaget, é um produto que tem na sua composição componentes naturais, à base de plantas com alto teor de insecticida, recolhidas na flora angolana.

A criação deste produto, cuja finalidade é ajudar no combate à malária, que afecta mais de três milhões de angolanos, segundo dados oficiais, foi criado há dois anos, por uma equipa composta por seis elementos de nacionalidade angolana.

Os engenheiros Fernanda Renée e Artur Penelas, que participaram directamente na pesquisa e produção do sabonete repelente, foram ontem muito solicitados pela imprensa presente e não só, para darem pormenores técnicos da sua criação.

No stand da empresa Ambireciclo, soluções ecológicas, que detém os direitos do sabonete repelente, foram efectuadas várias demonstrações, dando conta da sua eficácia, a espuma, o cheiro que ficam após a sua aplicação na pele humana, através da lavagem com água.

Durante a demonstração, com uma jovem que lavava as mãos e braços, não foi possível aferir se de facto o efeito inibidor do sabonete repelente dura ou não o tempo determinado inicialmente pelos criadores do produto, que varia de quatro a oito horas. Mas, o certo é que faz espuma e tem um cheiro desodorizante.

O sabonete repelente é uma inovação em Angola, porque até então os outros repelentes usados trazem na sua composição um elemento activo contra o mosquito que é o DEET, enquanto que o produto apresentado ontem é feito com componentes naturais.
Em defesa da tua tese, e socorrendo-se numa fonte de laboratórios de uma universidade dos Estados Unidos da América, a pesquisadora angolana disse que o DEET é um produto químico, na qual os mosquitos ganham anticorpos e são responsáveis por problemas neurológicos, que afectam algumas pessoas que usam esse produto.

Denominado Ecorepelente, o referido sabonete tem certificações dos ministérios da Indústria e do Ambiente, faltando a vistoria do Ministério da Saúde, que mantém engavetada a proposta, há mais de um ano.

Feira de saúde e segurança

Empresas e instituições especializadas dos ramos da saúde, medicina, higiene e segurança no trabalho, que exercem as suas actividades no país, expuseram ontem, em Luanda, produtos vocacionados para a cura, prevenção e segurança das pessoas, durante uma feira realizada no Centro de Conferências de Belas.

Denominada “Senasida”, enquadrada no encerramento da jornada em prol dos festejos do Dia Mundial de Luta contra a Sida, a feira, segundo os seus promotores, tem como objectivo sensibilizar a sociedade para os problemas que as instituições ligadas à saúde, medicina, higiene e segurança no trabalho enfrentam no país.

Um total de 50 empresas, na sua maioria de direito angolano, participaram no evento, para dar uma resposta aos desafios do país, na sua ingente aposta na valorização do capital humano, para responder aos desafios da diversificação da economia.
O número de instituições representadas na feira superou às expectativas, disse Abraão dos Reis, a julgar pela situação de crise económica, mas foi uma oportunidade para se discutir a temática da saúde, numa perspectiva do desenvolvimento.
Por isso, a feira versou sobre a cura, prevenção e segurança no trabalho, numa altura em que se evidenciam esforços na luta contra a malária.

Marcaram presença na feira, que encerrou ontem, os principais hospitais de referência, clínicas especializadas, empresas distribuidoras de produtos farmacêuticos, de higiene, equipamentos hospitalares, bombeiros e protecção civil, emergências médicas, medicina natural, nutrição e outras que se dedicam à comercialização de equipamentos de protecção e segurança no trabalho. (Jornal de Angola)

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