InicioMundoAmérica do SulNova lei impede participação de partidos nas presidenciais de 2018

Nova lei impede participação de partidos nas presidenciais de 2018

A Assembleia Constituinte da Venezuela (AC), composta na totalidade por simpatizantes do regime, aprovou na quarta-feira um decreto que impede os partidos políticos que boicotaram as últimas eleições de participarem nas presidenciais de 2018.

O decreto para a validação de partidos políticos obriga os movimentos que não participaram nas eleições de 10 de dezembro a iniciar um processo de revalidação junto do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), caso contrário ficarão impedidos de participar nas presidenciais, previstas para 2018.

O decreto implica a interdição de participação em atos eleitorais de três grandes partidos – Ação Democrática, Vontade Popular e Primeiro Justiça -, mas também movimentos mais pequenos, como o Nova Ordem Social, presidido pela lusodescendente Venezuela Portuguesa da Silva.

Estes partitos boicotaram o escrutínio de dezembro por acreditar que não existiam garantias eleitorais e por falta de confiança no CNE.

No texto aprovado lê-se que “as organizações políticas, para participar em processos eleitorais nacionais, regionais ou municipais, devem ter participado nas eleições do período constitucional de âmbito nacional, regional ou municipal, imediatamente anterior”.

A 11 de dezembro último, o Presidente da Venezuela anunciou que os partidos que não participaram nas eleições municipais da véspera e apelaram à abstenção estavam impedidos de participar nas próximas presidenciais.

“Vontade Popular e Primeiro Justiça [dois dos principais partidos opositores] desaparecem do mapa político venezuelano porque não participaram [nas eleições] e pediram um boicote das eleições. Não podem participar mais. Esse é o critério da Assembleia Constituinte e eu, como chefe de Estado de um poder constituído, apoio”, disse.

Nicolás Maduro falava aos jornalistas, em Caracas, durante as eleições de 10 de dezembro, em que 1.568 candidatos, a maioria deles ligados ao regime, se candidataram à liderança de 335 câmaras municipais, durante os próximos quatro anos.

Por outro lado, a presidente da AC, Delcy Rodríguez, indicou que a assembleia estava “a avaliar os mecanismos para preservar o sistema partidário da participação política na Venezuela” e que “muito em breve” daria “a conhecer a vontade do plenário”.

Em dezembro último, o CNE autorizou 13 dos 59 partidos políticos venezuelanos a registar candidatos para as eleições autárquicas.

As outras formações não foram autorizadas a candidatar-se por não terem completado um polémico processo de revalidação dos partidos políticos, realizado pelo CNE em fevereiro passado. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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