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Projecto Okavango à espera de Angola

Angola é o país mais atrasado na implementação do projecto Transfronteiriço da Conservação Okavango Zambeze ( KAZA-ATFC), que junta cinco membros da região, nomeadamente Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Botsuana e Namíbia.

Ao contrário dos parceiros, Angola, até ao momento, não ratificou o tratado do Kaza, assinado em 2011, o que constitui obstáculo o desenvolvimento integral do pólo turístico partilhado.

O coordenador nacional executivo do projecto, Rui Lisboa, que revelou ontem o facto à margem da primeira reunião Ordinária da Comissão Multissectorial da Hotelaria e Turismo aberto pelo Ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, disse que a falta da ratificação do tratado dificulta a acção do sector da Hotelaria e Turismo, órgão coordenador da iniciativa regional em Angola.

“O tratado até aqui não foi assinado por parte de Angola, tudo porque houve instituições que acharam que havia algumas questões do conteúdo do tratado”, asseverou Rui Lisboa. Mas, neste momento, assegurou, o tratado está a ser discutido em fóruns próprios e “há o compromisso de Angola ratificar o documento a breve trecho”.

O projecto enfrenta dificuldades de vária ordem, desde o acesso, iluminação e comunicação, delimitação de fronteira , infra-estruturas e serviços básicos.

Rui Lisboa defende a criação de uma área de conservação e destino turístico de referência mundial, nas bacias hidrográficas do rio Zambeze para o desenvolvimento sustentável.

A componente angolana tem muito trabalho, enquanto as outras componentes de outros países, já são destino turístico de referência mundial e Angola ainda não é por causa dos constrangimentos.
“Temos de ultrapassar estes constrangimentos para chegarmos ao patamar dos outros países integrantes ao projecto KAZA-ATFC”, referiu.

O projecto Okavango Zambeze beneficia de financiamento de várias entidades estrangeiras, como é o caso do doador alemão KFW, que tem disponibilizado quer para verbas para o secretariado regional, em Botswana, quer para financiamento de algumas acções dos cincos países integrantes. No princípio deste mês, a KFW concedeu mais de um milhão de euros aAngola, que serviu para aquisição de equipamentos, viaturas, motorizadas 4×4, barcos e 150 kits de uniforme.

A componente angolana corresponde a uma parcela territorial na província do Cuando Cubango numa extensão de 90 quilómetros quadrados integrados nos municípios de Cuito Cuanaval, Mavinga, Rivungo , Dirico e Nancova.

A ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, ressaltou que, em Luanda, existe um percurso turístico a beneficiar das inúmeras potencialidades naturais, que saem de desde a Baía de Luanda, passando pela Fortaleza e Feira de artesanato até ao Museu da Escravatura.

Cabo Ledo
O desenvolvimento do pólo turístico de Cabo Ledo, segundo o seu director Lucrécio Mangueira, está num processo de retoma e espera do fórum levar sinergias para poder prosseguir com os projectos já realizados. As dificuldades mais candentes no pólo de Cabo Ledo prendem-se com o financiamento, falta de água e energia, uma situação que vai ser debelada no próximo ano.

Telecomunicações
O secretário de Estado para o sector das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Manuel Homem, disse que o desenvolvimento tecnológico desempenha um papel importante nas questões ligadas ao sector, permitido que todos os intervenientes do ecossistema do turismo possam se a comunicar.

O sector das Telecomunicações e Tecnologias de Informação cobre 75 por cento do território angolano, com infra-estruturas de comunicação. “Agora, com o lançamento do satélite em breve, por via do Angosat, teremos maiores capacidades para cobrir as zonas cinzentas que existem no país”, disse.

Mais parcerias internacionais para promover o turismo

O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, defendeu ontem a necessidade de o país estabelecer parcerias internacionais, para promover a criação de produtos turísticos competitivos e de boa qualidade, de modo a atrair maiores fluxos de turistas das várias regiões do mundo.

O estabelecimento de parcerias internacionais, a necessidade de promover as acções necessárias para simplificação do processo de atribuição de vistos para turistas internacionais são algumas das orientações de Manuel Nunes Júnior.

O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social apontou, igualmente, a necessidade de fazer o mapeamento, cadastramento e a organização dos recursos turísticos existentes em todo o país, assim como segmentar os mercados emissores de turistas e categorizar os produtos turísticos angolanos.

O ministro apela para o prosseguimento do projecto de implementação dos pólos turísticos de Cabo Ledo e Calandula e elaborar uma estratégia de promoção internacional do projecto KAZA Okavango– Zambeze.

“Ao Estado, cabe criar as condições institucionais, macroeconómicas e de segurança, para que a indústria turística floresça,
sendo por esta razão a mobilização do sector privado, das associações de especialidade e dos operadores turísticos,
componente determinante para o sucesso do sector”, assumiu.

Para a Comissão Multissectorial do Turismo, o ministro apelou para a realização de reuniões, com a periodicidade desejada e ser capaz de estabelecer um programa concreto de atracção de turistas ao país. (Jornal de Angola)

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