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Polícia moçambicana muda de uniforme

A Polícia da República de Moçambique (PRM) vai passar a ostentar um novo uniforme a partir de 2018, em substituição do actual que vem sendo usado desde a década de 90, noticiou nesta quarta-feira a AIM.

O facto foi anunciado terça-feira, pelo Comandante-geral, Bernardino Rafael, numa parada com os membros da corporação, em Cuamba, província nortenha do Niassa, no final da visita que efectuou aquele ponto do país.

O novo uniforme tem uma tonalidade azul claro.

Segundo Rafael, citado nesta quarta-feira, pelo “Notícias”, a troca de fardamento poderá ocorrer a 17 de Maio do próximo ano, quando a corporação celebrar 42 anos da sua criação. Nessa altura, a PRM vai envergar o seu quinto uniforme na sua história.

Quando da sua criação, em 1975, com o nome de Corpo de Polícia de Moçambique (CPM), os homens da lei e ordem vestiam uniforme azul. Depois, quando passou a Polícia Popular de Moçambique (PPM), apresentou-se com um fardamento de cor verde e mais tarde castanho.

Ao mudar de nome e passar à Polícia da República de Moçambique (PRM), a corporação passou a trajar o uniforme cinzento, com o qual funciona até ao momento. Assim, o novo fardamento que passará a envergar para o ano predomina mais a cor azul, mas com muitos enfeites.

Para Bernardino Rafael, a troca de fardamento implica, necessariamente, por parte dos agentes da PRM, a mudança de atitude. Segundo o responsável, os uniformes que a Polícia já envergou até aqui nunca tiveram problemas, mas o comportamento negativo de alguns colegas é que foi criando nódoas aos olhos da sociedade.

“A mudança de uniforme vai implicar a mudança de atitude. Queremos polícias íntegros e comprometidos com o trabalho. Não estamos a mudar para fugir dos termos pejorativos que a sociedade atribui a alguns comportamentos errados e menos conseguidos dos nossos agentes. O fazemos por julgar ser o momento ideal para dar um salto qualitativo, daí que os membros também terão de mudar de comportamento”, sublinhou.

O Comandante-geral da Polícia sublinhou que o agente deve preocupar-se com o garbo, tratando bem do uniforme que representa o Estado. Sendo a primeira entidade que um estrangeiro procura quando entra no território nacional, Bernardino Rafael observou que o agente da Polícia deve estar devidamente aprumado, limpo e de fácil acesso. (Angop)

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