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Moçambique: Zófimo nega ter assassinado filha de Guebuza

O réu Zófimo Muiuane nega ter disparado contra Valentina Guebuza, filha do antigo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, afirmando ter sido ela quem puxou o gatilho no meio de uma discussão entre os dois que pôs fim a própria vida.

Zófimo nega ainda as acusações segundo as quais ele seria portador de armas ilegais, bem como de falsificação de documentos. Ele prestou declarações nesta segunda-feira, primeiro dia do seu julgamento que decorre no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

Segundo a estação televisiva pública, TVM, a acusação afirma que a 14 de Dezembro de 2016, com uma arma de calibre 7,85 milímetros, Zófimo Muiuane disparou vários tiros contra Valentina Guebuza, dois dos quais atingiram o tórax e o abdómen, causando a sua morte.

Os tiros foram disparados no meio de uma discussão do casal, que contraiu matrimónio em 2014. A discussão foi antecedida por um encontro entre o casal e os padrinhos, cujo objectivo essencial era resolver os problemas que afectavam a vida conjugal.

No referido encontro, Valentina Guebuza teria pedido a separação, tendo também expulsado o marido da residência, que estava registada em seu nome, no bairro da Polana cimento, Avenida Julius Nyerere, em Maputo.

Durante as investigações, além das três armas de fogo, foi encontrado um documento de identidade sul-africana com o nome de Washington Dube, estampado da fotografia do Zófimo e mais três armas.

Zófimo é julgado por três crimes, nomeadamente, homicídio voluntário qualificado, porte de armas proibidas e falsificação de documentos.

Além de se declarar inocente, o réu sublinha que a relação conjugal andava tão bem, mas tudo mudou quando a 12 de Dezembro de 2016, circulou, através das redes sociais, uma mensagem falando de uma crise entre o casal.

Diz-se que a mensagem é da autoria do réu mas ele nega. Zófimo não acreditou e até hoje não acredita, mas foi informado por um indivíduo cujo nome não avançou, que foi membro do protocolo do Estado durante a era de Armando Guebuza, que a tal mensagem fora redigida por Celso Correia, actual ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.

Zófimo disse que na trágica na noite de dia 14, após a reunião com os padrinhos, a vítima arrancou-lhe a arma no quarto, apontou-o dizendo que se ele não abandonasse a casa haveria de morrer.

Instalou-se uma discussão no meio do qual Valentina puxou o gatilho, numa altura em que tinha a arma virada para ela, tirando dessa forma a própria vida.

Zófimo pediu socorro e conta que tentou suicidar-se, de seguida.

Relativamente ao documento com identidade sul-africana com o nome Washington Dube, Zófimo disse que não podia falar para preservar interesses do Estado, mas avançou que o mesmo foi-lhe atribuído em 2002, pelo SISE para um trabalho.

Disse que em casa tinha duas armas, a esposa tinha dela e ele usava a arma que criou todo este alvoroço.

Do casamento entre Zófimo, de 44 anos de idade, e Valentina Guebuza, que perdeu a vida com 36 anos de idade, geraram uma filha que até à data dos factos tinha um ano e sete meses.

O julgamento prossegue hoje, terça-feira, com a audição dos declarantes. (Angop)

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