Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Mercado angolano de telecomunicações é pequeno para quatro operadores, diz Isabel dos Santos

A abertura de um concurso público internacional para a entrada de um quarto operador de telemóveis no país, anunciada no final de Novembro pelo Executivo, vai criar um “cenário insustentável” no sector, defende Isabel dos Santos, para quem o mercado angolano é pequeno para quatro licenças de telecomunicações.

Apesar de adiantar que “a concorrência é sempre bem-vinda”, a empresária Isabel dos Santos considera que o mercado angolano não tem dimensão para mais operadores de telecomunicações.

“Quatro licenças num mercado de 24 milhões de pessoas é um cenário não sustentável”, diz a bilionária, que antecipa fusões “ao fim de cinco ou seis anos”.

O olhar da empresária foi transmitido à margem da participação na conferência Business for Africa and the World 2017, organizada pelo Mercado Comum da África Oriental e Austral (Comesa, na sigla em inglês) e encerrada no último sábado, 9, no Egipto.

Para além de manifestar reservas em relação à sustentabilidade da existência de quatro operadores de telecomunicações em Angola, Isabel dos Santos, que possui 25% da operadora UNITEL, adverte que o negócio não é tão bom como era há 15 anos, tendo em conta que o mercado atingiu a maturidade.

A empresária reconhece, porém, que este continua a ser um sector apetecível, que, “provavelmente vai atrair vários interessados”.

De acordo com a consultora BMI Research, essa lista não será assim tão extensa, porque a entrada no mercado angolano vai obrigar a um grande investimento.

“Consequentemente, acreditamos que só os operadores já estabelecidos e com financiamento robusto e uma marca que já existe, como a Viettel, Orange ou Vodafone, podem ter sucesso, mas a insistência do Governo em manter parte da Angola Telecom vai limitar o interesse dos operadores mais comerciais”, escrevem os analistas, num comentário ao anúncio do Executivo.

Vodafone na ‘pole position’ para entrar em Angola

Em linha com essa análise, a Vodafone surge na ‘pole position’ para operar a quarta rede móvel em Angola, prenúncio de melhores serviços e preços concorrenciais.

Segundo informações obtidas pelo Novo Jornal, a intenção da multinacional já é conhecida e foi manifestada às autoridades angolanas, que tardavam em abrir portas a uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo.

O cenário foi alterado com a anunciada abertura de candidaturas para um quarto operador, feita pelo Ministério das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, que considera estarem já criadas as condições para que o processo arranque.

O mercado angolano é dividido entre a Unitel, com 73% da quota de mercado, e a Movicel, com 27%, “o que trouxe consequências negativas para a inovação e a escolha dos consumidores”, mas a taxa de penetração móvel ligeiramente abaixo dos 50% “traz um considerável crescimento potencial para a Angola Telecom e para o quarto operador”. (Novo Jornal Online)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »