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Putin visita base russa na Síria e anuncia saída de tropas do país

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira (11) que as tropas russas comecem a se retirar da Síria, afirmando que após uma campanha militar de dois anos Moscovo e Damasco concluíram a missão de destruir a facção terrorista Estado Islâmico.

Putin fez o anúncio durante uma visita surpresa à base aérea e naval da Rússia em Tartus, na província de Latakia, no litoral da Síria, onde ele se encontrou com o ditador sírio, Bashar al-Assad, e falou com militares russos.

“A tarefa de combater bandidos armados aqui na Síria, uma tarefa que foi essencial resolver com o uso do largo uso de força armada, foi em grande parte resolvida e de forma espectacular”, disse o presidente russo a militares na base. “Eu dou os parabéns a vocês!”

Segundo o líder russo, mesmo com a retirada das tropas Moscovo irá manter a base aérea e naval em Tartus.

A Rússia lançou os primeiros bombardeamentos aéreos na Síria em Setembro de 2015, em uma intervenção que foi decisiva para a vitória do regime de Assad na guerra civil que estourou no início de 2011, em meio aos protestos da Primavera Árabe.

Em Novembro, militares russos já diziam que a participação do país na guerra síria estava perto do fim, enquanto o presidente iraniano, Hasan Rowhani, anunciava o fim do Estado Islâmico.

Junto de Moscovo, Teerão foi outro importante aliado do ditador Assad no combate não apenas contra a milícia terrorista mas também das forças rebeldes opositoras do regime na guerra civil.

Neste ano, após um ataque com armas químicas que a ONU acusa Assad de ter realizado, Putin chegou a afirmar que a acção era falsa com o objectivo de “enquadrar Assad”.

A ONU concluiu em relatório divulgado em Outubro que o regime sírio foi o mentor do ataque com gás sarin que deixou mais de 90 mortos em Khan Sheikhoun em Abril deste ano.

Tendo em vista sua crescente influência no Oriente Médio, Moscovo assinou recentemente um acordo de cooperação com o Egipto que permite usar bases militares no país do norte da África e também se aproximou da Arábia Saudita.

O movimento de Putin na Síria também é visto como uma forma de roubar protagonismo dos Estados Unidos na região, que desde o governo Barack Obama (2009-2017) ensaiava reduzir a presença física de tropas em solo no Oriente Médio.

Seu sucessor, Donald Trump, foi além e encerrou um programa da CIA (agência de inteligência americana) que dava apoio a grupos armados opositores de Assad na sangrenta guerra civil que já deixou mais de 400 mil mortos na Síria. (Folha de São Paulo)

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