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Luanda: Ministério da Cultura projecta reabilitação da Tourada

A reabilitação e requalificação da infra-estrutura da Tourada, localizada na comuna do Cassequel (Maianga), em Luanda, para dota-la de condições condignas para receber actividades culturais em favor das comunidades, está dependente de financiamentos.

Sem grande margem de manobra em termos financeiros para levar avante o projecto inicial que previa um Centro Cultural, com biblioteca, cinema e outros serviços, o Ministério da Cultura refez o plano e equaciona agora um projecto que exija menos esforço financeiro, passando, talvez, por obras de benfeitoria estrutural.

A pensar aonde poderá encontrar o dinheiro necessário a obra, o Departamento Ministerial da Cultura, que tem apenas no OGE como a solução para a execução dos seus projectos, não descura pela entrada em cena de parceiros privados, razão pela qual estuda, com calma e paciência, os melhores caminhos para satisfazer as comunidades que há muito pedem pela reabilitação da Tourada.

Erguida na década de 1960, a praça de touros de Luanda foi inaugurada a 1 de Março de 1964, mesmo sem estar concluída. A abertura do recinto teve honras de primeira página nos jornais da época, ao trazer a Angola alguns dos nomes mais sonantes da tauromaquia em Portugal.

Depois da independência, o Ministério da Cultura, com o intuito de aproveitar o recinto, assumiu a gestão da praça de touros, onde passaram a realizar-se, esporadicamente, espectáculos culturais. Alguns deles trouxeram a Angola nomes famosos da música estrangeira, como foi o caso do primeiro projecto denominado Kandando Angola-Brasil, no qual participaram músicos dos dois países, entre os quais Chico Buarque, Djavan, Martinho da Vila, Alcione e muitos outros.

João Constantino, secretário de Estado da Cultura para as Indústrias Culturais, afirmou, em entrevista à Angop, ter sido realizado um estudo de viabilidade para se determinar a via a seguir em relação a recuperação da infra-estrutura, sem, no entanto, avançar datas tendo em conta a situação financeira do país.

O plano, de acordo com o secretário de Estado, passará pela reconversão da infra-estrutura, tornando-a funcional para as actividades culturais, visto que a sua edificação não era destinada para o efeito.

João Constantino avança que, seja qual for o caminho a seguir em termos de recuperação, só deverá ser feito no âmbito do Plano Directório de Luanda.

O responsável acresce que se projecta uma infra-estrutura que sirva para todas as actividades culturais, pelo que a sua requalificação vai mais além do edifício e abranger a área circundante.

“O Ministério da Cultura pretende conferir uma outra imagem ao local, mas para o efeito terá que contar com a participar de parceiros, no caso particular o Governo de Luanda e o Ministério do Comércio”, reforçou.

João Constantino garantiu que a praça não está abandonada, ao contrário do que se possa supor, pois acolhe actualmente as sedes da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), da Brigada Jovem de Literatura, do Ballet Nacional de Angola, o arquivo intermédio do Ministério da Educação e Cultura e o armazém central do Carnaval, para além de lojas de material de construção civil, electrodomésticos e produtos alimentares, uma pensão, um salão de beleza, lanchonetes.

Apesar da forma arquitectónica atractiva, pela sua estrutura em forma de círculo com bancadas de cima a baixo, a praça está hoje voltada para actividades comerciais, entre oficinas de automóveis e motorizadas, barracas de comes e bebes, lavadores de carros e outras actividades.

Nos seus anos dourados, o palco da Tourada testemunhou a actuação de diversas figuras e agrupamentos emblemáticos nacionais e estrangeiros, entre os quais Luambo Makiadi “Franco” e a sua orquestra TP OK Jazz, Sam Manguana, Chico Buarque, Clara Nunes, Elba Ramalho, Matadidi Mario Mwana Kitoko, Os Kiezos, Os Jovens do Prenda, Martinho da Vila e tantos outros. (Angop)

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