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Boavista-Sporting, 1-3

Figura: Bas Dost, the flying dutchman

Esta noite regressou à titularidade e voltou a provar que não precisa de muitas oportunidades para atirar a contar. É um avançado puro, sempre à procura de ganhar posição na área para ora servir os seus companheiros, ora marcar. Depois de uma primeira parte em que passou quase despercebido – referência apenas para o desvio de cabeça na génese do primeiro golo leonino – virou protagonista no segundo tempo. Com a ajuda Mathieu, sublinhe-se: o francês ganhou duas vezes nas alturas à defesa do Boavista e em ambas Dost apareceu dentro da pequena-área a empurrar para o fundo da baliza de Vagner. Um matador puro que ultrapassou a meia centena de golos com a camisola dos leões. Decisivo, uma vez mais.

Momento:67′, aliança franco-holandesa mata o jogo

O recém-entrado Mateus tinha acabado de reduzir diferenças, trazendo incerteza quanto ao desfecho do encontro. Nem um minuto volvido, Mathieu voltou a ganhar de cabeça à defensiva azadrezada – à semelhança do que tinha acontecido no segundo golo – a assistiu Bas Dost, que apareceu solto na zona do segundo poste, para empurrar para o fundo da baliza do desemparado Vagner. Bis rubricado e o Sporting isolado no topo, à condição.

Outros destaques:

Fábio Coentrão: frieza e inteligência acima da média. Coentrão é um jogador que teve um crescimento notável nos últimos anos, a forma como ocupa o espaço, lê o jogo e decide são prova da maturidade competitiva alcançada. Aproveitou um soberbo trabalho de Podence – o baixinho dos leões deu um nó cego a Talocha – para estrear-se a marcar com a camisola do Sporting. Já não festejava, imagine-se, desde o dia 24 de janeiro 2016, na altura representava o Mónaco. Competente tanto a defender como a atacar, em suma, um belo regresso à titularidade.

Mathieu: Encontrou nos leões o espaço perdido em Barcelona e esta noite voltou a provar por que razão é indiscutível para Jesus. Sóbrio, soberbo na saída de bola, imperial nos duelos, enfim, um central de classe pura e fino recorte. Importante a vencer os duelos aéreos na área contrária que permitiram a Dost bisar e resolver uma partida que ameaçou tornar-se perigosa para o conjunto leonino.

Mateus: meia-hora muito positiva, coroada com um golo que recolocou o Boavista, ainda que por breves instantes, na discussão do resultado do jogo. Oportuno a surgir nas costas de Coentrão para fazer o segundo golo da conta pessoal esta época. O terceiro golo do Sporting vergou a pantera que raras vezes voltou a chegar perto da área adversária. Mostrou que apesar da veterania, ainda é uma opção válida.

Vítor Bruno: Jorge Simão tem colocado o lateral a jogar no lado esquerdo do ataque e Vítor Bruno tem correspondido, naquele seu estilo tão peculiar. Aguerrido, luta que se farta e alia tudo isso, a um interessante pé esquerdo. Importante na ajuda a Talocha e depois a apoiar o ataque. Ganhou inúmeras vezes a linha final, mas nem sempre os seus cruzamentos tiveram a continuidade ideal por parte dos seus colegas. Altruísta e decisivo no lance que permitiu a Mateus fazer o tento de honra dos axadrezados. Em suma, uma boa exibição. (Mais Futebol)

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