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Crédito malparado no sector bancário de Moçambique aumentou 66%

A carteira de crédito malparado no setor bancário de Moçambique aumentou 66% entre 2015 e 2016, de 10,6 para 17,6 mil milhões de meticais (245 milhões de euros), de acordo com um estudo consultado esta terça-feira pela Lusa.

A deterioração da carteira de créditos encabeça a lista dos principais desafios do setor, de acordo com a “Pesquisa sobre o setor bancário” elaborada pela firma KPMG para a Associação Moçambicana de Bancos a partir de dados de 2016 disponibilizados por 16 bancos.

A crise financeira atingiu o pico no último ano, o que se refletiu na incapacidade de empresas e particulares atenderem às suas responsabilidades financeiras. Quando se fecharem as contas de 2017, estas devem revelar um cenário ainda pior, acrescenta o documento. “Espera-se que os rácios de crédito em incumprimento piorem em 2017, considerando que são esperados mais ‘downgrades’”, ou seja, mais deterioração, refere-se no estudo.

Os rácios medem a percentagem de crédito vencido e duvidoso sobre o crédito total concedido. O rácio médio de crédito em incumprimento dos 16 bancos analisados superou o limite de 5% pela primeira vez nos últimos três anos, registando-se um salto dos 3,9% em 2015 para uma média de 6,1% em 2016.

“Em linha com os desafios enfrentados pela economia, o setor bancário corre o risco de aumento no nível de incumprimentos. A qualidade dos clientes aceites depende da eficácia do processo de gestão de risco em cada banco”, refere-se no estudo.

Analisando o desempenho do setor, “no seu conjunto, o rácio piorou para todos os intervenientes, exceto para o Banco Único e Ecobank Moçambique, que revelaram melhorias nos seus rácios de crédito em incumprimento”, refere-se.

O Banco Único é detido em 30,2% pela Gevisar SGPS, parceria entre as portuguesas Visabeira e Corticeira Amorim. Os três melhores rácios são os Banco Nacional de Investimento (1,8%), Banco Único 82,3%) e Ecobank (2,7%). Os três rácios no fim da tabela e que indiciam mais incumprimento são os da Societé Generale (41,4%), First National Bank (16,3%) e Banco Terra (14,7%).

Em relação aos dois maiores bancos moçambicanos, o Millenium Bim está na quinta posição da lista com um rácio de 4%, enquanto o BCI está em sétimo com 4,5%. O estudo conclui que houve deterioração nas exposições a todos os sectores da economia, mas principalmente no sector agrícola, indústria transformadora, construção e comércio a retalho.

“Os intervenientes do mercado indicaram que os ?downgrades’ foram mais acentuados no comércio a retalho, que foi afetado por alguns despedimentos e reestruturações nas empresas em resposta às condições económicas difíceis enfrentadas”, detalha o documento.

Por outro lado, “a retirada do apoio ao Orçamento do Estado pela maioria da comunidade de doadores e as elevadas taxas de juro observadas durante o ano podem ter tido relevância no nível dos rácios de crédito em incumprimento nos bancos”. (Observador)

por Lusa

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