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Angola “ajuda” OPEP a reduzir produção para níveis de há seis meses

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduziu em Novembro a sua produção diária para níveis de Maio deste ano, com o contributo principal para essa redução a chegar de Angola.

O contributo de Angola para esta significativa redução da produção diária da OPEP, que, recorde-se, está a liderar um esforço gigantesco de cortes, com a Rússia e mais uma dúzia de países não-membros, para estabilizar em alta o preço do barril, foi de cerca de 100 mil barris a menos que a média de Outubro.

De acordo com um estudo da Bloomberg, a redução média, apesar de menos 100 mil barris de exportações angolanas, foi de 80 000 no computo geral, tendo passado de 32,47 milhões de barris/dia para 32,29 milhões.

A razão para esta diminuição angolana prende-se com questões relacionadas com a manutenção em algumas plataformas offshore, nomeadamente as do campo Girassol, explorada pela francesa Total, e Saturno, englobada no projecto PSVM, liderado pela BP.

Sobre os números das exportações angolanas, a agência de notícias, que chegou a estes números através de um sistema baseado nas informações recolhidas por analistas dos mercados atentos às transacções no sector das energias revelados pelos mercados internacionais, sublinha que Angola deverá voltar ao normal já durante o mês de Dezembro, sendo razoável admitir que possa mesmo haver um ligeiro acréscimo para compensar.

Esta diminuição é tida como um contributo, pensado ou não, importante para a consolidação da estratégia da OPEP e os seus parceiros, liderados pela Rússia, no âmbito do acordo assinado em Novembro de 2016 para, a partir de Janeiro deste ano, ter início um corte diário de 1,8 milhões de barris por dia (mbpd) como ferramenta para revitalizar os mercados petrolíferos que, na época, estavam à beira de uma derrocada histórica, tendo alcançado preços na casa dos 20 dólares.

Entretanto, este acordo, que devia durar até finais de Junho deste ano, foi prolongado para Março de 2018 e, na semana passada, foi novamente esticado para finais de 2018, conseguindo manter os preços acima dos 60 USD barril em Londres (Brent), um preço considerado razoável pela generalidade dos produtores, incluindo Angola.

Mas há perigos à espreita com a subida do preço do barril, como este que aqui se explica. (Novo Jornal Online)

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