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Mais de 1500 cabeças de gado mortas por falta de chuva em Benguela, INAMET diz que a situação vai continuar até Janeiro 2018

Nos últimos dois meses, cerca de 1 732 cabeças de gado bovino morreram, no município de Caimbambo, província de Benguela, devido à seca, deixando assim empobrecidas, e com muitas dificuldades, centenas de famílias camponesas.

Em 2013, 80 por cento do cultivo de várias sementes agrícola secou devido à falta de chuva, e mais de 12 mil famílias foram afectadas pela estiagem.

Desta vez, a seca esta a assolar sobretudo as comunas de Canhamela e Wiyangombe na região sul, da província de Benguela, onde muitos criadores se mostraram apreensivos, temendo por catástrofe similar à de 2013, em que morreram mais de quatro mil cabeças de gado.

Adelino Buta Canivete, soba do município, citado pela Angop, disse que a situação comprometeu a execução da primeira fase da campanha agrícola 2017/018, e que a mesma irá colocando em risco a segurança alimentar no próximo ano.

Já o INAMET revela que para o período de Dezembro a Janeiro e Fevereiro, em relação à falta de chuva na província de Benguela, “a precipitação tem a tendência de normal para abaixo da normal”.

O Caimbambo regista uma tendência abaixo da Normal, e esta situação vai persistir ate ao mês de Janeiro do próximo ano.

O INAMET destaca ainda que o Cunene e o sul do Cuando Cubango vivem a mesma situação de falta de chuva.

De recordar que, em Maio último, o escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) alertava para a existência de mais de 1,4 milhões de pessoas severamente afectadas pela prolongada seca nas províncias do sul de Angola, incluindo 756 mil crianças.

Entretanto, os efeitos da seca nas províncias do sul de Angola são a fonte das maiores preocupações da Unicef, onde, lembra o UNOCHA, o El Nino foi responsável por perdas na produção agrícola, base dos sustento de milhões de pessoas nestas regiões, na ordem dos 90 por cento, resultando em mais de 800 mil pessoas com insegurança alimentar, malnutrição com taxas quase 4 por cento superiores ao resto do país.

No ano passado, a ONU doou um pouco mais de 8 milhões de Dólares para mitigar os efeitos da seca no Cunene, uma das zonas mais severamente afectadas há largos anos juntamente com o Namibe e a Huíla. Para a assistência humanitária em Angola, a Unicef estima precisar de 20,2 milhões de dólares, este ano. (Novo Jornal Online)

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