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Papa celebra missa para 100.000 pessoas antes de encontro com rohingyas

O papa Francisco celebrou uma missa nesta sexta-feira para 100.000 católicos em Bangladesh, antes de um encontro com refugiados rohingyas que fugiram da onda de violência contra esta minoria muçulmana em Mianmar.
O pontífice de 80 anos chegou às 10H00 locais a um parque de Dacca para a missa.

Dezenas de milhares de pessoas formaram uma longa fila durante várias horas para entrar no local.
As autoridades adotaram medidas de segurança para o evento. Bangladesh registou vários ataques jihadistas contra minorias religiosas, incluindo os cristãos, nos últimos anos.

Em seu primeiro dia em Dacca, a capital de Bangladesh, Francisco pediu “medidas eficazes” para ajudar os rohingyas.
Mais de 620.000 pessoas desta minoria muçulmana apátrida entraram em Bangladesh desde o fim de agosto. Eles tentam escapar da violência do exército de Mianmar, que a ONU chamou de “limpeza étnica”.
Os refugiados vivem na miséria, em acampamentos do tamanho de cidades, onde sua sobrevivência depende da distribuição de alimentos.

Francisco chegou na quinta-feira a Bangladesh, procedente de Mianmar, onde evitou usar o termo rohingyas e pediu o respeito a “todos os grupos étnico” e para “superar todas as formas de incompreensão, de intolerância, de preconceito e de ódio”.
Em Bangladesh, o pontífice também evitou a palavra rohingya e falou dos “refugiados que chegam em massa do estado de Rakhine”, a região birmanesa em que vive a minoria.

Em seu discurso também elogiou o país pela recepção dos refugiados, destacando seu sacrifício e “espírito de generosidade e solidariedade” de seu povo.

A crise humanitária, uma das mais graves no século XXI, é o pano de fundo da visita do papa.
Bangladesh, que tem uma população de 160 milhões de pessoas, é um dos países mais pobres do mundo e um dos mais expostos às mudanças climática.

Para a minúscula comunidade de 380.000 católicos bengaleses, a visita papal, a primeira desde a realizada por João Paulo II em 1986, é motivo de orgulho.
Desde 2015, pelo menos três cristãos morreram em ataques atribuídos a extremistas muçulmanos. (AFP)

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