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Malanjinos convergem quanto ao reajustamento das tarifas de táxis

Numa altura em que se regista escassez de táxis intermunicipais e a inoperância de algumas operadoras inter-provinciais nos últimos tempos, os cidadãos em Malanje queixam-se da especulação de preços praticados nestas rotas e pedem um reajustamento das tarifas, mais condizentes aos seus rendimentos.

Actualmente, o preço praticado pelos operadores de transportes privados para a viagem inter-provincial varia entre 2 mil e 650 a 4 mil e 500 kwanzas, tarifa esta que os taxistas pensam elevar, sob pretexto da degradação do troço que liga Malanje/Luanda e os gastos daí decorrentes, com realce para as constantes avarias dos automóveis.

Enquanto isso, os preços dos inter-municipais é praticado consoante a distância da municipalidade.

Numa ronda efectuada hoje nesta cidade pela Angop, para aferir a oferta e os preços dos transportes urbanos, inter-municipais e inter-provinciais, constatou-se a paralisação das operadoras SGO e ANGO-REAL, por alegado atraso salarial dos trabalhadores, há quase um ano.

De acordo com o cidadão Celestino Samuel, a tarifa de táxis inter-municipais e inter-provinciais ainda são díspares e desajustados à renda mensal das famílias, porém disse estar de acordo com o preço dos transportes urbanos, cifrado em 150 kwanzas.

Sugeriu que se implemente o preço de 2 mil e 500 kwanzas para Lunda/Malanje e 500 kwanzas para os municípios.

Em reacção, o responsável da empresa de transportes JJR Limitada, José João Rafael, disse não corroborar com o preço sugerido, tendo exemplificado que a sua empresa cobra 3 mil kwanzas de Malanje para Lunda Norte, 2 mil e 500 kwanzas de Malanje ao município de Cambundi-Catembo e 4 mil kwanzas de Malanje a Quirima, ainda assim, tem sido difícil pagar os salários dos funcionários e cobrir as despesas com o combustível.

Já o responsável da empresa YounTong, Afonso Damião, Malanje é da mesma opinião e acrescenta que a sua operadora pede 3 mil e 500 kwanzas para a viagem de Malanje/Luanda, contudo, considerou necessário aumentar o valor, devido à degradação da via.

A degradação do troço que liga Malanje/Luanda é também preocupação da transportadora Morvic, segundo afirmou o seu bilheteiro, Ilídio Zola, factor que leva a redução da frequência de autocarros da operadora que tem cobrado 2 mil 700 para a corrida de Malanje para Luanda e com uma demanda diária de 47 passageiros.

Para Malanje/Lunda Sul, a viagem sai a 5 mil kwanzas, segundo o responsável da empresa Frota Azul Transporte Limitada, Adão Soni, que também indica a degradação das estradas, sobretudo nas localidades de Xandel e Xá-Muteba, como o principal calcanhar-de-Aquiles.

Ouvido a propósito, o director provincial dos Transportes, Correios e Tecnologia de Informação, Cardoso Balanga, reconheceu a insuficiência de transportes inter-municipais, com enfoque para Marimba, Cunda-Dia-Base, Marimba e Cahombo, em função do estado dos respectivos troços.

Para cobertura dos 14 municípios, disse serem necessários mais 25 automóveis, para reforçar os 4 actuais.

Quanto as transportadoras inter-provinciais, a fonte precisou que maior parte das mesmas trabalham de forma ilegal, esclarecendo que o licenciamento dos mesmos é da competência do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários.

Questionado sobre a especulação dos preços, o responsável disse que estão a ser mantidos contactos com as operadoras, com vista a se reajustar os valores. (Angop)

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