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Informações sobre saúde disponíveis em telemóveis

INFORMAÇÕES sobre a localização das unidades sanitárias mais próximas, sintomas de doenças e conhecimentos relativos à saúde materno-infantil já podem ser consultadas em telemóveis, através da Plataforma de Informação sobre Saúde (PENSA) apresentada ontem em Maputo.

Trata-se de um serviço grátis disponível em todas as operadoras de telefonia móvel que funcionam no país, e visa reduzir a distância entre o cidadão e os serviços de saúde. Estes serviços podem ser consultados através do número *660#.

A plataforma foi concebida pela source.co.de, empresa vocacionada em desenvolvimento de aplicativos informáticos, em parceria com o Ministério da Saúde, e está orçada em cerca de 1.2 milhões de meticais, que foram disponibilizados no âmbito do concurso promovido pelo Fundo Nacional de Investigação (FNI).

Segundo o director executivo da source.co.de, Valter Cumbi, o dispositivo foi concebido tendo em conta o facto de que 70% da população moçambicana usa telemóveis, o que permite a disseminação de informações relevantes, sobre saúde, até as zonas recônditas.

A plataforma oferece respostas instantâneas a questões sobre os vários tipos de doenças, desde as infecciosas até as crónicas, de modo confidencial.

Contudo, o acesso da interface de gestão é de uso exclusivo do Ministério da Saúde, entidade a quem serão submetidas as questões e que vai emitir as respostas. Nos próximos tempos, o dispositivo estará disponível em línguas locais e vai contar com a tecnologia In Voice Recorder (IVR), que irá permitir a emissão que perguntas e respostas em voz.

No entender do Engenheiro Valter Cumbi, a plataforma não vem substituir o papel do médico, mas sim dotar o cidadão de informação de saúde com utilidade pública.

Por sua vez, o secretário permanente do MISAU, Zacarias Zindoga, considera que a plataforma vai apoiar a concretização de objectivos estratégicos, tais como o aumento do acesso e utilização dos serviços de saúde, bem como a redução das desigualdades geográficas no acesso à saúde.

Entretanto, Vitória de Jesus, directora do FNI, entidade que financiou o projecto, disse que a clareza dos objectivos e consistência do ponto de vista científico foram os critérios que levaram a apostar no projecto PENSA. Para a maior divulgação destes serviços, a Rádio Moçambique, comprometeu-se a divulgar a plataforma PENSA, nas emissões. (Jornal de Notícias MZ)

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