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Hospital Esperança de Luanda atende 30 seropositivos e 15 vítimas de abuso sexual por dia

Os serviços de urgência do Hospital Esperança, em Luanda, atendem diariamente 30 pacientes seropositivos e 15 vítimas de abuso sexual, informou a directora-geral da unidade de Saúde, alertando para o número “assustador” de casos de violação.

Todos os dias, a Urgência do Hospital Esperança de Luanda, especializado no tratamento do HIV/Sida, recebe 15 casos de vítimas de violência sexual, número “assustador”, considera Ana Lídia Sangongo, directora-geral desta unidade de Saúde.

Segundo a responsável, em declarações à agência Lusa – a propósito do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala amanhã, 1 de Dezembro -, algumas dessas situações chegam ao estabelecimento por via policial.

“Temos tido alguma colaboração com a polícia, que quase diariamente nos encaminha casos de exposição sexual, em que temos que fazer uma profilaxia de VIH”, aponta a directora-geral, sublinhando que os casos de violência sexial são os que mais têm causado constrangimentos no Hospital.

A responsável lembra que as vítimas de abusos sexuais têm de receber medicação de profilaxia nas 72 horas seguintes ao acto.

Para além das situações de violência sexual, os serviços de urgência do Hospital Esperança atendem diariamente 30 pacientes seropositivos, número que tem vindo a baixar, ao contrário do que acontece com as consultas de rotina.

“Na urgência, atendíamos 60 pacientes e hoje apenas atendemos cerca de 30, já na agenda de rotina os números tendem a aumentar, com uma média de 20 pacientes por médico, quando somos cerca de 10 médicos”, detalhou a médica.

Ana Lídia Sangongo avançou também que dos 5.000 testes ao HIV/Sida realizados este ano, 1.900 deram resultado positivo.

No entanto, desses novos seropositivos nem todos são acompanhados no Hospital Esperança: 900 foram distribuídos pelas zonas de residência, no âmbito da descentralização de serviços.

A directora-geral adiantou ainda que entre 2004 e 2017, o Hospital Esperança cadastrou 28.000 pacientes com VIH/Sida, dos quais apenas 10.000 estão hoje activos, devido à elevada taxa de abandono das consultas e apoio prestado. (Novo Jornal Online)

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