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Tribunal de Luanda condena três arguidos a 22 anos de cadeia pelo crime de aborto e cárcere privado

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O Tribunal Provincial de Luanda condenou Cláudio Soares a uma pena de 22 anos de prisão efectiva pelo crime de homicídio qualificado de Arlete Mônica Bunga, de 26 anos, sua namorada, em consequência de uma interrupção de gravidez imposta e mal-sucedida.

Foi igualmente condenado Gilson Felix, o falso enfermeiro, a pena de 22 anos, e Narciso José amigo de Cláudio que lhe indicou o “enfermeiro”, a 20 anos de prisão efectiva.

O crime ocorreu a 23 de Junho de 2016, no bairro do Rocha Pinto, Luanda, na residência do falso enfermeiro e, na ocasião

De acordo com a sentença, Cláudio Soares contactou o seu amigo, o co-réu Narciso José, para elaborarem um esquema com o intuito de levar a vítima a fazer um aborto, que acabou por correr mal, provocando-lhe a morte.

De acordo com a sentença, o Tribunal Provincial de Luanda da da 8ª Secção, da Sala dos Crimes Comuns, considerou os três réus dos crimes de aborto, carcere privado e por exercício ilegal da profissão de enfermeiro.

O juiz José Pereira salientou que se tratou de um crime bárbaro e qualificado por dois motivos: traição e futilidade.

Walter Tondela, advogado de Cláudio Soares, lamentou a posição do tribunal e garantiu que vai recorrer para reduzir a pena.

“O tribunal não foi justo na condenação de Cláudio, nem de outros elementos afectos a este caso. Já remeti o recurso ao Tribunal Supremo e vou aguardar a resposta”, disse.

O tribunal ordenou ainda aos réus o pagamento da quantia de dois milhões de Kwanzas de indemnização aos familiares da vítima. (Novo Jornal Online)

por Gaspar Faustino

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