África: Cimeira dos líderes do G5 Sahel e da UE fixada para 14 de Dezembro

A União Europeia (UE) conta prestar o seu apoio ao G5 Sahel, que criou uma força anti-jihadista na região, ao convidar os líderes desta coligação a um encontro com seus homólogos europeus a 14 de Dezembro, em Bruxelas, soube a AFP nesta sexta-feira de fontes concordantes.

Esta cimeira consagrada ao Sahel, segundo um diplomata, deverá ocorrer antes de um conselho de 28 chefes de Estado e de governo da UE que deverá ter lugar a 14 de Dezembro.

O objectivo é “continuar a apoiar financeira e materialmente as necessidades importantes da força conjunta do G5 Sahel e tratar da questão do seu financiamento ao nível europeu”, afirmou o diplomata.

O financiamento actualmente prometido ou já concedido “não é suficiente para atender a todas as necessidades expressas por esta força”, segundo a mesma fonte.

A data desta cimeira, cuja realização foi discutida no início desta semana pela chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, deverá provavelmente ser fixada para 14 de Dezembro, confirmou uma fonte europeia à AFP.

Mogherini descreveu esta reunião como “uma conferência internacional para coordenar o apoio aos países do Sahel a fim de melhor gerir os seus desafios de segurança e particularmente o crime organizado e os tráficos (ilegais) na zona”.

Em Setembro, a União Europeia desembolsou 50 milhões de euros para ajudar esta força conjunta, criada pelo Mali, Níger, Mauritânia, Burkina Faso e o Tchad, que deu início na semana passada a sua primeira operação, numa missão de reconhecimento, em Tessit, a 30 km do Níger e 40 km do Burkina Faso.

O orçamento operacional da força do G5 Sahel é estimado em 423 milhões de euros, mas poderá ser revisto em baixa (cerca de 240 milhões de euros).

Grande parte dos fundos continua em falta. Os cinco países fundadores têm prometeram 10 milhões e a França oito milhões.

Por sua vez, os Estados Unidos comprometeram-se recentemente a fornecer até 60 milhões de dólares (51,5 milhões de euros).

A cimeira em Bruxelas deverá também atrair apoios para “Aliança para o Sahel”, uma iniciativa concebida pela França visando o desenvolvimento desta região do sul do Sahara, paralelamente à luta anti-jihadista em curso nesta zona. (Angop)

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