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Petróleo: OPEP vai prolongar cortes na produção durante todo o ano de 2018

A Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP) e os parceiros não-membros que aderiram ao plano de cortes iniciado em Janeiro deste ano para estabilizar os preços, vão prolongar de Março para 31 de Dezembro de 2018 a manutenção da estratégia que deu “tão bons frutos”.

O presidente de turno da OPEP, o ministro da Energia da Arábia Saudita, disse hoje aos jornalistas, em Viena de Áustria, onde está a decorrer uma importante reunião do cartel + não-membros, que a reunião está a correr bastante bem assim como os resultados da estratégia em curso.

No entanto, fontes que estão na reunião, citadas pela Bloomberg sob anonimato, garantiram que está tudo substancialmente definido para prolongar os cortes na produção de 1,8 milhões de barris por dia (mbpd) até final de 2018, restando agora definir as normas para a verificação dos compromissos por cada aderente e as circunstâncias de reavaliação periódica do acordo.

No entanto, esta decisão só será dada a conhecer ao final do dia de hoje, quando os membros da OPEP reunirem com os não-membros, especialmente a Rússia, o maior dos aderentes que não pertencem à organização, para concluir ao detalhe o novo mapa de acção que tem, como desde o início, como objectivo maior controlar os preços em alta, enxugando os mercados dos excessos de produção, bem como levar a uma substancial diminuição das reservas das maiores economias mundiais.

Para já, como notam as notícias de última hora provenientes de Viena de Áustria, este encontro tem mostrado um “raro” consenso, sem dissonâncias, entre todos os ministros dos países da OPEP, onde Angola está representada pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Pedro Azevedo.

Todavia, apesar de já ser clara a concordância de Moscovo para a extensão dos cortes, é também já evidente que os russos vão querer um compromisso sólido para a data em que estes cortes chegam ao fim.

A este propósito, a OPEP também já sublinhou entender o argumento russo, sublinhando a importância dessa definição, mas apelando à criação de um plano que permita uma saída confortável, com uma espécie de “fade out” para evitar surpresas.

A primeira consequência destas notícias foi o aumento em mais de 1,5 por cento do preço do barril de Brent, em Londres, que serve de referência para as exportações do crude angolano, fixando-se já acima dos 64 dólares.

O que levou também o ministro do Petróleo saudita, Jalid al Falih, a incentivar todos os países envolvidos no acordo a manterem o rumo, tendo, já aos jornalistas, a garantir que vão ser definidos os termos para verificação do cumprimento de todos os países. (Novo Jornal Online)

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