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Trabalhadores da TCUL suspendem greve

A greve dos trabalhadores da empresa de Transportes Colectivos e Urbanos de Luanda (TCUL), inicialmente marcada para hoje, foi suspensa pela comissão sindical, depois de uma reunião nesta segunda-feira com o Ministério dos Transportes.

A suspensão da greve surge na sequência da exoneração da anterior gestão liderada por Freitas Neto e a nomeação do novo conselho de administração encabeçado por Abel Cosme.

Segundo o coordenador da comissão sindical dos trabalhadores da TCUL, Octávio Francisco, que falava hoje à Angop, com a alteração dos órgãos de gestão da TCUL, o sindicato interpolou a greve uma vez que a nova administração será apresentada ainda hoje as 14 horas.

“Entendemos que tão logo seja apresentada a nova gestão, os problemas que estão no caderno reivindicativo vão ser discutidos com o novo Conselho de Administração”, disse.

De acordo com o responsável, após a exoneração do Conselho de Administração fez-se um esforço para passar a mensagem do cancelamento da greve.

Disse esperar que a nova administração faça uma gestão transparente e participativa e augura que seja um Conselho de Administração criativo e que venha rentabilizar a empresa e criar condições sociais para os trabalhadores”.

Para os trabalhadores da TCUL, Octávio Francisco pede as sinceras desculpas pela comunicação tardia, e que retomem os trabalhos, pois as discussões vão continuar.

Pelo menos dois mil funcionários da TCUL realizaram, no final de 2015, uma greve geral de quase dois meses, na qual reclamavam nove meses de salários em atraso e outras reivindicações, situação que só veio a ser resolvida em 2016 e de forma faseada.

A TCUL é uma das principais operadoras de transportes públicos do país, sendo a única pública que se ocupa destes serviços.

Em causa estão os salários em atraso há dois meses e os subsídios de alimentação que os trabalhadores não recebem há quase dois anos, segundo o coordenador da Comissão Sindical dos trabalhadores.

Constam também das reivindicações, o não cumprimento dos turnos e das qualificações profissionais, incluindo avaliações e contagem de tempo para a reforma.

O sindicalista disse ainda que já fizeram a apresentação do caderno reivindicativo à direcção da TCUL e ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS). (Angop)

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